| GRUPOS DE TRABALHOS (GT)
Os Grupos de Trabalhos do ENBEQ 2007 discutirão
os seguintes temas. Para maiores informações sobre
eles, clique em seu link.
Salientamos que no momento da inscrição no evento,
cada participante poderá declarar sua preferência por
até 3 GTs e sua preferência será atendida pela
ordem cronológica de inscrição.
GT1 - Composição
Curricular I - Biologia
Coordenação: Raquel L.C. Giordano (UFSCar)
GT2 - Composição
Curricular II - Fenômenos de Superfície e Eng. de Produto
Coordenação: Alberto Claudio Habert (UFRJ)
GT3 - Diferentes Realidades
na Formação do Engenheiro Químico no país
Coordenação: Willibaldo Schmidell (UFSC)
GT4 - Desenvolvimento de Competências
e Habilidades no curso de EQ
Coordenação: Maria Aparecida Silva (UNICAMP)
GT5 - Avaliação
do Curso e do Docente
Coordenação: Rubem Mário Figueiró Vargas
(PUC-RS)
GT6 - Metodologia de Ensino-Aprendizagem
Coordenação: José Antonio Silveira Gonçalves
(UFSCar)
GT1 - Composição Curricular I -
Biologia
Coordenação: Raquel L.C. Giordano (UFSCar)
Este Grupo de Trabalho da XII edição
do Encontro Brasileiro sobre Ensino de Engenharia Química
-ENBEQ, 30/9-3/10/2007, foi criado em função da crescente
importância dos processos biotecnológicos na Engenharia
Química nos dias atuais.
A crescente demanda mundial por biocombustíveis,
com a conseqüente perspectiva de aumento da produção
de etanol no Brasil já vem tendo influência no mercado
de trabalho dos engenheiros químicos. Exemplo concreto desse
fato é a notícia veiculada na imprensa de que a indústria
do etanol já vem disputando os engenheiros químicos
com a Petrobrás. Além da substituição
dos combustíveis fósseis pela biomassa, a questão
ambiental exige cada vez com maior rigor a busca por processos de
transformação mais limpos e por melhores processos
para tratamento dos resíduos gerados pela IQ, ambos os casos
remetendo para processos biotecnológicos.
Assim, um conhecimento mais aprofundado dos fundamentos
bioquímicos e microbiológicos, das operações
unitárias mais utilizadas nos processos bioquímicos
e das especificidades dos reatores onde a transformação
é catalisada por enzimas, microrganismos ou células
(vegetais, animais, insetos) se faz cada vez mais necessário
para a formação do engenheiro químico. Contudo,
o currículo de EQ vem caminhando no sentido de redução
de carga horária e o atendimento dessa necessidade se torna
difícil sem algum aumento na carga horária, o que
exige cuidadoso exame da matéria.
Visando reunir subsídios para a discussão
a ser realizada durante o ENBEQ, de modo a ser possível que
o GT já apresente uma proposta concreta para aprovação
na Plenária Final do Evento, alguns docentes se reuniram
e iniciaram as discussões sobre o tema, as quais se pautaram
em duas frentes: 1) elaboração de uma lista de conteúdos
julgados de conhecimento essencial para a atuação
do engenheiro químico em processos biotecnológicos
e; 2) como ministrar esse conteúdo, com o mínimo impacto
possível na carga horária do curso de EQ. O relato,
seguindo a pauta de discussão, foi dividido em dois tópicos:
I: Conteúdos que a Comissão inicial propõe
que sejam incluídos no currículo de EQ, para ser discutida
e aprovada durante o GT. Esses conteúdos foram divididos
entre Fundamentos de EQ (FUNDAMENTOS DE BIOQUÍMICA E BIOLOGIA
CELULAR); Cinética e reatores (ENGENHARIA BIOQUÍMICA)
e Operações Unitárias (BIOSSEPARAÇÕES)
II. Discussões gerais sobre importância
relativa de conteúdos e sobre formas de ministrá-los.
Durante o evento, aprofundaremos as discussões
e elaboraremos as recomendações finais e correspondentes
linhas de ação deste grupo de trabalho.
GT2 - Composição Curricular
II - Fenômenos de Superfície e Eng. de Produto.
Coordenação: Alberto Claudio Habert (UFRJ)
Este grupo discutirá e fará recomendações
sobre a adequação de conteúdos e/ou inclusão
de novos tópicos no currículo do curso de Engenharia
Química (EQ).
Em especial, o conteúdo de Fenômenos
de Superfície, com suas diversas implicações
e aplicações na EQ deverá ser discutido.
Pontos a serem discutidos:
quais os conteúdos referentes aos Fenômenos de Superfície
que são atualmente ministrados, e em que nível de
profundidade?
quais livros-textos são usados ?
em quais disciplinas estes conteúdos são trabalhados
? Estão estes conteúdos "espalhados" por
diversas disciplinas ou sistematizados em uma disciplina específica
?
quais conteúdos referentes aos Fenômenos de Superfície
seriam recomendados para inclusão no currículo do
curso de EQ?
quais as experiências de laboratório que podem ser
usadas para ilustrar os aspectos fundamentais dos Fenômenos
de Superfície e suas aplicações ?
Também discutirão a introdução
de novos tópicos e novas vertentes futuras para o curso de
Engenharia Química, em particular aqueles relacionados com
a assim chamada "Engenharia de Produto" e também
os aspectos ligados a aplicações ambientais.
Sobre a "Engenharia de Produto", esta tem
sido citada em vários artigos prospectivos como um possível
novo paradigma para a Engenharia Química, com base na mudança
no perfil das indústrias, em função do aumento
do número de postos de trabalhos nas indústrias de
especialidades (que operam mais processos em batelada, e estão
mais focada no desempenho dos produtos) em oposição
às indústrias de "commodities" químicas
(que operam processos em regime permanente, e são mais focadas
na engenharia de processos). A consolidação de um
novo paradigma dentro do ensino de Engenharia Química dependeria
do surgimento de um livro-texto que assentasse as bases de conhecimento
deste novo paradigma, tal como ocorreu com as Operações
Unitárias sistematizado por Arthur Little (AIChE Report,
1922) e com os Fenômenos de Transporte com o livro de Bird-Stewart-Lightfoot
em 1960. Recentemente foi publicado o livro de Cussler e Moogridge
"Chemical Product Design", possivelmente o primeiro livro-texto
que tenta sistematizar o ferramental envolvido no tema de engenharia
de produto químico.
Sobre os aspectos de aplicações ambientais
da Engenharia Química, trata-se de uma vertente cada vez
mais importante, e com demandas crescentes para o profissional da
EQ, em que pese a existência de profissionais de outras áreas
e com outros perfis atuando em temas voltados para o ambiente. As
necessidades estão não apenas na remediação
de áreas ambientalmente afetadas, mas também no próprio
desenvolvimento de processos mais "limpos" e ambientalmente
menos agressivos. Seria necessária alguma modificação
no currículo da EQ para que isto fosse devidamente e seriamente
contemplado?
GT3 - Diferentes Realidades na Formação
do Engenheiro Químico no país
Coordenação: Willibaldo Schmidell (UFSC)
Este grupo discutirá as diferentes realidades
existentes no país, na formação do engenheiro
químico (tais como: cursos noturnos e diurnos, instituições
públicas e privadas, diferenças regionais, etc), fazendo
recomendações sobre formas de atuação
que possam explorar os aspectos positivos dessas diferenças
quando for o caso, bem como formas de atuação que
possam reduzir essas diferenças quando indesejáveis.
Tópicos sugeridos:
a) Cursos noturnos
- É desejável contar-se com igual formação
para alunos de cursos noturnos e diurnos?
- Cursos noturnos deveriam ser realizados em 6 anos e com aulas
práticas aos sábados, como ocorre em algumas Instituições?
- Devem contar com a mesma carga didática que os diurnos?
- Deveriam ter um caráter tecnológico?
b) Vocações regionais
- Seria adequado existir/estimular?
- Dever-se-ia contar com distintos currículos escolares para
as distintas regiões? Distintas cargas didáticas?
Mais ou menos tecnológicos?
- Dever-se-ia contar com Cursos de Engenharia Química com
distintas ênfases (possivelmente no último ano), dependendo
das características regionais?
- Dever-se-ia pensar em Cursos Cooperativos com maior intensidade?
c) Papel da atividade de pesquisa na formação
do aluno
- Quais as conseqüências da ausência de pesquisa?
- Como atividades de pesquisa podem ser viabilizadas?
- Como integrar pesquisa e ensino?
- Dever-se-ia diferenciar as Instituições em científicas
e tecnológicas?
d) Qualidade do aluno
- Como lidar com alunos menos preparados? Aumentando a carga horária?
Alterando o perfil do curso, inclusive aproveitando vocações
regionais ou institucionais?
- Como aproveitar as competências diferenciadas dos alunos?
- Dever-se-ia contar com algo como um exame de ordem, ou avaliação
externa, objetivando um nível mínimo a ser atingido?
Como seria?
- Poder-se-ia eliminar o vestibular, ficando apenas com uma avaliação
mais rigorosa no primeiro ano?
e) Outros questionamentos dentro do tema do GT.
GT4 - Desenvolvimento de Competências
e Habilidades no curso de EQ
Coordenação: Maria Aparecida Silva (UNICAMP)
De uma forma geral, os processos seletivos das grandes
empresas tem valorizado primeiramente uma série de competências
e habilidades gerais e, apenas no final do processo, é que
o conhecimento específico tem sido levado em consideração.
Parcela considerável dessas competências e habilidades
está incluída naquelas apresentadas nas Diretrizes
Curriculares para os cursos de Engenharia (Resolução
CNE/CES 11/2002) , as quais serão objeto de discussão
no GT4.
Para o desenvolvimento deste conjunto de competências
e habilidades ao longo do curso de Engenharia Química, a
execução curricular é de fundamental importância.
Este desenvolvimento está relacionado com a dinâmica
em sala de aula, com o relacionamento professor-aluno e aluno-aluno,
com as formas de avaliação de conteúdo, dentre
outros. Enfim, está muito mais relacionado com o "como"
(ensinar, aprender, avaliar) do que com o "que" (ensinar,
aprender, avaliar).
Assim, o processo ensino-aprendizagem a ser escolhido
deve ser aquele que evite que os estudantes sejam passivos, ouvindo
assuntos e memorizando fatos e procedimentos técnicos, que
incentive o questionamento e a análise das evidências
disponíveis através de um enfoque integrado. Como
conseqüência dessa visão, são imprescindíveis
as disciplinas de integração como os Laboratórios
Integrados de Engenharia Química, Projetos, ou disciplinas
equivalentes. É também de vital importância
que as disciplinas integradoras sejam de responsabilidade da Coordenação
de Graduação, que sejam ministradas por um conjunto
de professores que também devem atuar de forma integrada.
Os métodos de avaliação a serem
utilizados devem ser bastante diversos, tais como: provas, seminários,
solução de problemas abertos, relatórios e
projetos, tanto individuais como em grupo.
Como implementar uma execução curricular
que leve ao desenvolvimento das competências e habilidades
que se espera de um Engenheiro?
Além das competências e habilidades
gerais do Engenheiro, existem competências e habilidades específicas
do Engenheiro Químico?
Como as competências e habilidades específicas
a serem desenvolvidas em cada disciplina estão relacionadas
com as competências e habilidades gerais? (Apresentação
de exemplos de competências e habilidades a serem desenvolvidas
em disciplinas utilizados em universidades americanas e européias.)
GT5 - Avaliação do Curso
e do Docente
Coordenação: Rubem Mário Figueiró Vargas
(PUC-RS)
De acordo com o Resumo Técnico do ENADE 2005,
o Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior (SINAES) tem como objetivo "assegurar processo nacional
de avaliação das instituições de educação
superior, dos cursos de graduação e do desempenho
acadêmico de seus estudantes" com vistas à melhoria
da qualidade da educação superior. Como parte integrante
do SINAES existe o ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes)
que tem por objetivo aferir o desempenho dos estudantes em relação
aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes
curriculares, suas habilidades para ajustamento às exigências
decorrentes da evolução do conhecimento e suas competências
para compreender temas exteriores ao âmbito específico
de sua profissão, ligados à realidade brasileira e
mundial e a outras áreas do conhecimento (http://www.inep.gov.br/superior/enade/default.asp).
Tais habilidades e competências são
apontadas pelas Comissões Assessoras de Avaliação
das diversas áreas do conhecimento e da Comissão Assessora
de Avaliação da Formação Geral do ENADE,
estando em consonância com as orientações das
Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação.
Sendo assim, este modelo de avaliação
está perspectivado pelas chamadas habilidades e competências,
termos um tanto distante das esferas de engenharia. A pergunta que
devemos nos fazer é como transportar, para a ação
em sala de aula, estes pressupostos de modo consciente. Digo consciente,
pois talvez, mesmo que intuitivamente, possamos estar trabalhando
nestas dimensões sem possuirmos a clareza dos termos e seus
significados.
Dando continuidade ao trabalho iniciado no ENBEQ
2005 pelo GT vinculado à avaliação e subsidiado
pelas suas orientações, voltaremos à pauta
com estes termos e discutiremos nossas impressões, certezas
e incertezas acerca de competências e habilidades em engenharia
química.
Para avançarmos, será proposta uma
análise das mudanças ocorridas nas diversas instituições
tendo em vista o pano de fundo promovido pelo SINAES. Quais as mudanças,
as provocações, as percepções docentes
e discentes nas diferentes IES desencadeadas por este novo modelo
de avaliação?
Qual a análise, que a comunidade de Engenharia
Química, faz da prova do ENADE com relação
ao número de questões, as áreas abordadas,
a profundidade dos temas? E quanto aos resultados, o que eles revelam?
Também como proposta, vamos discutir a avaliação
docente realizada nas instituições de forma específica
a cada uma, a fim de levantarmos os pontos a serem acolhidos por
esta comunidade, tendo em vista os benefícios agregados em
sua experiência particular; e lembrando também que
uma das métricas utilizadas pelo SINAES está associada
à avaliação docente.
Por fim, um relatório-síntese será
elaborado a fim de apontar os resultados percebidos, as inquietações
e as possíveis soluções para os problemas levantados.
GT6 - Metodologia de Ensino e Aprendizagem:
Coordenação: José Antonio Silveira Gonçalves
(UFSCar)
Este grupo discutirá e fará recomendações
sobre métodos e técnicas didáticas de ensino
para uso em sala de aula para favorecer a aprendizagem ativa pelos
alunos e de formas de avaliação dos alunos que favoreçam
e reforcem a aprendizagem. Outros tópicos relacionados a
esta temática incluem os laboratórios didáticos,
os recursos computacionais, os recursos extra-sala de aula.
Os recursos de mídia e de informática
plenamente incorporados pela sociedade no seu cotidiano, não
o foram, pelo menos na mesma intensidade, na metodologia de ensino
em sala de aula das instituições de ensino superior.
Deve-se buscar a conscientização dos professores do
potencial didático de tais recursos através da divulgação
das diferentes experiências nesta área.
Os custos de implantação, manutenção
e operação de laboratórios didáticos
não permitem a desejada proliferação nos cursos
de engenharia. Uma alternativa de baixo custo é o laboratório
didático de demonstração, no qual são
realizados experimentos simples, pelo professor, em sala de aula.
Assim a definição de um elenco de experiências
("kits") comuns aos cursos de engenharia química,
representa importante contribuição para a metodologia
de ensino.
|