ENBEQ
Apresentação e Objetivos
O ENBEQ – Encontro Brasileiro sobre o Ensino de Engenharia Química é um evento tradicional na comunidade acadêmica envolvida com o ensino de Engenharia Química (EQ) no Brasil. O evento é realizado pela ABEQ a cada dois anos. Durante alguns dias de intenso trabalho, reúnem-se professores dos cursos de graduação e pós-graduação em EQ de várias universidades do país, além de outros profissionais interessados no ensino de EQ e representantes discentes, totalizando cerca de 150 participantes.
Este tradicional evento visa estimular as discussões sobre diversos aspectos ligados ao ensino da Engenharia Química e a formação do profissional Engenheiro Químico.
Atualmente, o ENBEQ representa o mais importante meio de intercâmbio de conhecimentos e experiências, e de discussões e definições de ações e recomendações voltados para a melhoria do ensino de Engenharia Química, representando um importante foro de troca de experiências entre os participantes. As recomendações e os resultados das discussões dos ENBEQ´s, publicadas nos seus Anais, tem fornecido importantes subsídios para a melhoria dos cursos de Engenharia Química do país, nas diferentes instituições de ensino superior.
Formato do Evento
Cada ENBEQ deve ter uma temática central, a qual permeará as diversas atividades a serem desenvolvidas durante o evento. O evento tem 4 dias de duração, com uma sessão de abertura no domingo à noite e com as demais atividades se desenvolvendo na segunda-feira, terça-feira e encerrando-se na quarta-feira ao final da manhã.
Os períodos da manhã da segunda-feira e terça-feira são normalmente preenchidos com palestras e mesas-redondas, enquanto que o período da tarde é reservado para a discussão dos Grupos de Trabalho (GT’s). Na quarta-feira de manhã é realizada a Sessão Plenária Final, na qual são apresentados e discutidos os relatórios dos Grupos de Trabalho.
Os temas dos GT’s são coerentes com a temática central do evento, bem como procura-se dar atenção à constituição dos GT’s do ENBEQ imediatamente anterior, a fim de que alguns desses temas sejam mantidos, com o intuito de ser dada continuidade à discussão dos temas envolvidos, verificando-se a evolução dos mesmos, desde o ENBEQ anterior até o presente.
Além das atividades mencionadas anteriormente, o evento conta ainda, com um Fórum de Coordenadores de Graduação e um Fórum de Coordenadores de Pós-Graduação, ocorrendo usualmente no final da tarde de terça-feira e/ou quarta-feira, a fim de que os coordenadores possam discutir assuntos gerais de interesse dos cursos de graduação e de pós-graduação em Engenharia Química.

XIII ENBEQ 2009
O ENBEQ 2009 foi realizado entre 8 e 11 de novembro de 2009, no Rio de Grande do Sul, com organização da PUC-RS.
http://www.pucrs.br/feng/enbeq
XII ENBEQ 2007
http://www.abeq.org.br/enbeq
Edições anteriores do ENBEQ
A primeiras edições do evento ocorreram em 1981, 1988 e 1989. A partir de então, o evento passou a ocorrer com regularidade a cada dois anos, conforme mostrado na Tabela 1, sendo que ao longo de 26 anos de existência, os ENBEQs foram organizados por diferentes instituições de ensino e pesquisa do país, tais como, UNICAMP, COPPE-UFRJ, UFMG, UFSC, UFRGS, UFSCar, UFU, UEM, UFCG.
Tabela 1 – Relação dos ENBEQ´s já realizados.
ENBEQ |
Ano |
Local |
IES organizadora |
Coordenador |
I |
1981 |
Campinas, SP |
UNICAMP |
Prof. João A.R. Pereira |
II |
1988 |
São Paulo, SP |
UNICAMP |
Prof. Saul G. D’Ávila |
III |
1989 |
Itatiaia, RJ |
COPPE-UFRJ |
Prof. Alberto Claudio Habert |
IV |
1991 |
Itatiaia, RJ |
UFMG |
Profa. Maria Laura A. Passos |
V |
1993 |
Itatiaia, RJ |
UNICAMP |
Prof. Milton Mori |
VI |
1995 |
Itatiaia, RJ |
UFSC |
Profa. Selene M.G.U. Sousa |
VII |
1997 |
Caxambu, MG |
UFRGS |
Profa. Keiko Wada |
VIII |
1999 |
São Pedro, SP |
UFSCar |
Profa. Raquel L.C.Giordano |
IX |
2001 |
Poços de Caldas, MG |
UFU |
Profa. Valéria Murata |
X |
2003 |
São Pedro, SP |
UEM |
Prof.Célia R.G.Tavares |
XI |
2005 |
Gravatá, PE |
UFCG |
Prof. Michel F. Fossy |
XII |
2007 |
São Pedro, SP |
USP |
Profa. Maria Cândida R. Facciotti |
O primeiro ENBEQ, em 1981, foi organizado pela UNICAMP e realizado em Campinas, sob a coordenação do Prof João A. F. R. Pereira. Este encontro teve o objetivo de realizar uma análise crítica do ensino de graduação e pós-graduação em Engenharia Química no Brasil, e de traçar um perfil dos profissionais que vinham sendo formados nos diversos cursos do país, verificando a sua atuação no mercado, bem como sua capaciade de adaptação à realidade que se apresentava. Este primeiro encontro visou ainda, a avaliação da estrutura curricular dos diversos cursos de Engenharia Química e da infra-estrutura das diversas Intituições do Ensino Superior, além de estabelecer o perfil do corpo docente que atenderia as necessidades detectadas.
Os trabalhos foram organizados em painéis com quatro grandes temas a saber: (1) Oferta e Demanda de Engenheiros Químicos; (2) Inovação Tecnológica: Contribuição da Universidade, da Indústria e do Governo; (3) Análise Crítica do Ensino da Graduação em Engenharia Química; (4) Análise Crítica do Ensino da Pós-graduação em Engenharia Química.
Foram apresentados nesse encontro resultados parciais sobre informações dos diversos cursos de Engenharia Química, existentes no país, além de análises comparativas com Instituições estrangeiras. Foi apresentado ainda um levantamento sobre as perspectivas futuras para ensino da Engenharia Química.
Os principais resultados desse evento podem ser resumidos como segue: Ampliou-se as discussões sobre o curriculo mínimo, para o funcionamento de cursos de Engenharia Química no Brasil. Levantamento preliminar sobre a qualificação dos docentes que atuavam no ensino da Engenharia Química. Levantamento sobre as condições operacionais dos cursos. Intercâmbio de experiências de ensino entre as Instituições de Ensino. Realização de Seminários para analisar as propostas de alteração de curriculos feitas pelas Universidades Federais da Bahia e do Ceará. (Anais do Encontro Brasileiro Sobre Ensino da Engenharia Química, Belo Horizonte, MG, 1992).
Entre o primeiro e segundo encontro houve um hiato de 7 anos. Em 1988, na Fundação Armando Alvares Penteado (SP), foi realizado o segundo encontro, durante o VII Congresso Brasileiro de Engenharia Química, sob coordenação do prof. Saul G. D’Ávila. Neste encontro houve a proposição de mudanças na sistemática de discussão dos trabalhos, com a formação de grupos de trabalho, os GTs. O que visava-se nestas discussões era fundamentalmente a melhoria e adequação do ensino da Engenharia Química.
Em 1989, sob a coordenação do Prof Cláudio Alberto Habert, da COPPE/UFRJ, foi realizado o III ENBEQ, cuja sede foi a Cidade de Itatiaia. Este encontro foi um marco, no que diz respeito às discussões e à sistemática de realização dos ENBEQs. Foi definido a partir deste III Encontro, um novo formato para o ENBEQ, permitindo que este evento viesse a se tornar no maior foro de discussão e avaliação do ensino da Engenharia Química. Com caráter de foro permanente de discussão, o objetivo básico do ENBEQ, passou a ser o aprimoramento contínuo da qualidade dos cursos de Engenharia Química. A partir das discussões e da implementação das diretrizes apontadas no III ENBEQ, pode-se notar uma melhoria considerável no ensino da Engenharia Química do país, com consequente redução nas diferenças e qualidade dos diversos cursos do país.
A partir do III ENBEQ, os encontros passaram a ter uma periodicidade bianual, neste sentido, em 1991, em Itatiaia, organizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e sob a coordenação da prof. Maria Laura de Azevedo Passos, foi realizado o IV ENBEQ.
Em 1993, sob a coordenação do Prof Milton Mori e organizado pela UNICAMP, foi realizado o V ENBEQ. Este evento contou com a participação de 143 pessoas, entre professores, estudantes, convidados da industria, representante da ABEQ e da SESU/MEC. Houve a realização de um Workshop e a apresentação de uma conferência, proferida pelo prof. Richard Felder, além de diversos painéis.
Nesse ano foram aprovadas as seguintes resoluções gerais: Elaboração de um levantamento junto a todas as IES. EQs, visando identificar como os ENBEQs, a partir do III ENBEQ, contribuiram nas alterações dos respectivos cursos de Engenharia Química; Divulgação, em todos os veículos possíveis, dos resultados do V ENBEQ; Criação do GT8 – Informática, retomando o tema recursos computacionais; Não aceitação de trabalhos para apresentação e publicação nos Anais; Abertura para a participação de alunos em número correspondente ao número de GTs; Realização do VI, VII, VIII e IX ENBEQs, na cidade de Itatiaia, em 1995, 1997, 1999, 2001, sob organização das Universidades Federais de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de São Carlos e de Uberlândia, respectivamente, (Anais do V Encontro Brasileiro Sobre o Ensino da Engenharia Química, 1993)
O VI ENBEQ, conforme decisão do encontro anterior, foi organizado pela Universidade Federal de Santa Catarina, sob coordenação da profa. Selene M. E. de Arruda G. U. De Souza. O tema central abordado neste encontro foi: Engenharia Química – Desafios do Século XXI. Neste ano o ENBEQ contou com a participação de 156 profissionais de Engenharia Química, que atuavam no setor industrial, acadêmico e administrativo. Dentre as resoluções gerais aprovadas estava a Reformulação dos grupos de trabalho, GTs, para o proximo ENBEQ e o Levantamento, pela comissão de organização do VII ENBEQ, dos tempos médios de conclusão dos cursos de graduação, mestrado e doutorado, bem como da relação carga horária de ensino experimental/teórico.
Em 1997, foi realizado na cidade de Itatiaia, o VII ENBEQ, organizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coordenado pela Profa Keiko Wada. Neste ano algumas modificações foram feitas na sistemática de trabalho, as discussões foram desenvolvidas levando-se em consideração quatro grandes temas a saber: (1) Integração Curricular, (2) Metodologias de Ensino, (3) Avaliação do Ensino, (4) Ensino, Pesquisa e Extensão.
O VIII ENBEQ foi realizado em 1999, na cidade de São Pedro (SP), organizado pela Universidade Federal de São Carlos, sob a coordenação da Profa Raquel Giordano. Das 49 Instituições que mantêm cursos de Engenharia Química, 40 participaram do evento. De acordo com os organizadores do encontro, o ENBEQ transformou-se em formador de opinião e referência para todos que buscam a contínua melhoria dos cursos de Engenharia Química, tanto de pós-graduação como de graduação.
O IX ENBEQ foi realizado na cidade de Poços de Caldas, MG, organizado pela Universidade Federal de Uberlândia, sob coordenação da Profa Valéria Viana Murata. Este encontro teve a participação de 140 docentes e 7 discentes observadores, provenientes de 37 Instituições de Ensino Superior. Durante o evento foram apresentados 2 painéis de discussão e 3 palestras. Os trabalhos foram desenvolvidos em sete grupos (GTs) e ainda aconteceram dois fóruns, um dos coordenadores de graduação e um dos coordenadores de pós-graduação.
O X ENBEQ, organizado pela Universidade Federal de Maringá, sob coordenação da Profa Célia Regina Granhen Tavares ocorreu na cidade de São Pedro (SP). Este encontro teve a participação de 100 docentes e 06 discentes observadores, provenientes de 40 Instituições de Ensino Superior. Durante o evento foram apresentados 1 painel de discussão e 3 palestras. Os trabalhos foram desenvolvidos em seis grupos de trabalhos (GT´s). Paralelamente, aconteceram o III Fórum dos coordenadores de graduação e o IV Fórum dos coordenadores de pós-graduação.
O XI ENBEQ foi organizado pela Universidade Federal de Campina Grande, sob a coordenação do Prof. Michel Fossy ocorreu pela primeira vez na Região Nordeste, na cidade de Gravatá (PE). Este encontro teve a participação de cerca de 90 docentes e 15 discentes, provenientes de 35 Instituições de Ensino Superior do país. O evento teve uma conferência, 2 palestras e 2 painéis de discussão (mesas-redondas). Os trabalhos foram desenvolvidos em 5 grupos de trabalho (GT´s), tendo também ocorrido as reuniões do Fórum dos coordenadores de graduação e do Fórum dos coordenadores de graduação. |