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PONTO DE VISTA

Pela inclusão social
Por João Guilherme Rocha Poço, pesquisador do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).

"Nós temos uma burguesia muito má, uma minoria branca muito perversa. A bolsa da burguesia vai ter que ser aberta para poder sustentar a miséria social brasileira no sentido de haver mais empregos, mais educação, mais solidariedade, mais diálogo e reciprocidade de situações." Essa foi a surpreendente declaração do nosso atual governador Cláudio Lembo (cf. www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u121683.shtml). É surpreendente porque ele pertence a um partido de cunho (neo)liberal, cujas ideologias são avessas a essa declaração. Essa,  bem ao estilo de Cazuza, e ausente do discurso do partido do nosso presidente da república, também entra em choque com o que foi publicado nesta seção no boletim no 155 de março/2006 que prega a elitização do ensino.

Na história recente dos países que deram verdadeiros saltos tecnológicos e sociais está o salto epistemológico dos seus governantes que perceberam que a educação massiva no ensino superior era a chave dessa mudança e não apenas uma doutrina. Nós precisamos de cotas no ensino público superior gratuito para poder massificar a educação, educação de boa qualidade para todos em todos os níveis. Por isso sou a favor de todos os sistemas de cotas (raciais, econômicas, sexistas) que se possa inventar para o ensino nas universidades públicas e pelo aumento no número de vagas.

É conceito tácito que a sociedade se reproduz. O sistema de cotas é a engenharia genética necessária (o catalisador) para criar uma sociedade nova.  Acredito que seja necessário adotar esse expediente durante um período de 20 a 60 anos até atingir o "estado estacionário", quando então o sistema poderá ser abandonado. Infelizmente nossos governantes são eleitos por um período de quatro anos para governar por apenas dois anos e não têm visão de longo prazo.

Não se quer com a defesa dessas medidas fazer um "telhado" bonito, mas criar uma geração de líderes que não estejam encarcerados ou jogando futebol e que sejam produtivos e úteis para a sociedade. Não só líderes, mas também os professores que vão atender ao ensino fundamental para que esse seja de qualidade. Portanto é inevitável que essa casa comece pelo telhado.

 

I - TECNIQ - Seminário sobre Tecnologia na Indústria Química

Tecnologia e inovação são os temas centrais

O TECNIQ é um seminário que promove a aproximação entre as universidades e as indústrias, que será realizado entre os dias 17 e 19 de outubro, na sede do Conselho Regional de Química-IV Região, em São Paulo (SP). A este encontro agrega-se o tradicional Seminário de Produtores de Olefinas e Aromáticos, já em sua 7ª apresentação.

Com a realização do Tecniq, a ABEQ e ABIQUIM se unem para contribuir para a consolidação de um ambiente favorável à implantação de inovações tecnológicas na indústria química do país. “Essa cooperação entre associações de profissionais e de indústrias é particularmente relevante para um encontro onde o tema central é a inovação tecnológica”, afirma o presidente da ABEQ, Marcelo Martins Seckler. ”Com este evento - disse - a ABEQ cumpre seu papel de estimular o desenvolvimento dos profissionais da engenharia química e ainda ajuda a fortalecer a competitividade das empresas do setor”.

Serão realizadas mesas-redondas, sessões técnicas orais e sessões diárias de painéis. Nas mesas-redondas, haverá exposição por parte de representantes de governo, de profissionais de diferentes setores da indústria química e de agências financiadoras de programas de inovação. Serão discutidos problemas que afligem o setor e se buscará proposição de alternativas que levem ao aumento da competitividade industrial e à diminuição do déficit químico no Brasil. As sessões técnicas orais terão palestras para apresentação de novas tecnologias desenvolvidas nas indústrias, universidades e institutos de pesquisa.

Veja informações completas no site http://www.tecniq.org.br ou consulte a ABEQ pelo telefone (11) 3107-8747 ou pelo e-mail abeq@abeq.org.br .

 

CERIMÔNIA DE ENTREGA DO PRÊMIO BRASKEM - ABEQ

ABEQ e Braskem premiam teses e dissertações
No último dia 20 de setembro, a ABEQ e a Braskem fizeram a entrega do Prêmio Nacional de Pós-Graduação Braskem/ABEQ, hoje um dos mais importantes prêmios no país.

Na cerimônia, que contou com as presenças dos presidentes da Braskem e da ABEQ, respectivamente, José Carlos Grubisich e Marcelo Martins Seckler, foram entregues prêmios para trabalhos de Mestrado e Doutorado que se destacaram pelo rigor e, principalmente, pela relevância de seus objetivos. Veja na matéria com os resumos dos trabalhos na edição de dezembro da Rebeq.

Foram inscritos 50 trabalhos, sendo 32 dissertações de mestrado e 18 teses de doutorado. O primeiro colocado na categoria Mestrado recebeu R$ 6.000,00 e o primeiro colocado na categoria Doutorado, R$ 7.000,00. Os outros dois projetos vencedores em mestrado e doutorado foram contemplados, respectivamente, com R$ 4.000,00 e R$ 5.000,00.

Mestrado
1º Lugar - (6M) "Produção de Biodiesel Por Catálise Enzimática Do Óleo de Babaçu Com Álcoois de Cadeia Curta"
Daniele Urioste (Faenquil)
Orientadora: Heizir Ferreira de Castro

2º Lugar - (11M) "Controle Preditivo Robusto Com Realimentação de Saída" -
José Manuel Gonzalez Tubio Perez (USP)
Orientador: Darci Odloak

Doutorado
1º Lugar - (8D) "Modelagem Tridimensional da Dispersão de Poluentes em Rios"
Márcio Bezerra Machado (Unicamp)
Orientadores: José Roberto Nunhez e Edson Tomaz

2º Lugar - (7D) "Biorrefino de Petróleo: Biodesnitrogenação Por Microorganismo Recombinantes"
Ariane Leite Larentis (Coppe-UFRJ)
Orientadores: Tito Lívio Moitinho Alves e Orlando Bonifácio Martins

 

CLIPPING DO SETOR

Segundo turno no Brasil complica a nacionalização na Bolívia

O segundo turno nas eleições do Brasil agrava as dificuldades para que o Governo boliviano, presidido por Evo Morales, cumpra sua meta de concretizar a nacionalização dos hidrocarbonetos este mês, concordaram hoje em La Paz diplomatas, políticos, analistas e autoridades.

O líder dos deputados da aliança de oposição Poder Democrático e Social (Podemos), Fernando Messmer, declarou à Efe que é inevitável uma demora nas negociações porque o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, continuará centrado em sua campanha e a Bolívia não terá outra opção a não ser ampliar o prazo para assinar novos contratos. "Dependendo de Lula ser ou não reeleito, isto também pode ter uma implicação no desenrolar das negociações", acrescentou.

O ministro da Presidência boliviano, Juan Ramón Quintana, reconheceu que o segundo turno "atrasaria as negociações" entre a Petrobras, a multinacional com maiores investimentos e interesses neste país, e a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).

O prazo fixado por Morales para que as multinacionais assinem novos contratos, se quiserem continuar suas operações na Bolívia, vence no próximo dia 28, segundo o decreto de nacionalização que publicou em 1º de maio. Um dia depois, em 29 de outubro, os brasileiros terão o segundo turno, entre Lula e Geraldo Alckmin.
(EFE)

 

BNDES vai triplicar financiamento para o setor petroquímico

O setor petroquímico brasileiro deverá investir R$ 17,6 bilhões entre 2007 e 2010, segundo apontou estudo apresentado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Este montante é mais que o triplo de tudo que foi investido entre 2003 e 2006, que foi R$ 5,5 bilhões.

Do total de investimentos previstos, o banco de fomento deve financiar R$ 7,4 bilhões. De 2003 até agora, o BNDES liberou o equivalente a R$ 2,4 bilhões para as empresas do setor. " Vamos triplicar o desembolso " , disse a jornalistas o presidente do banco, Demian Fiocca.

De acordo com os estudos do BNDES, esses investimentos irão aumentar em 45% a capacidade de produção de eteno, que é o principal insumo petroquímico. Além disso, os novos projetos incluem unidades de polietileno, polipropileno, pet (utlizado em garrafas plásticas) e PVC, trazendo impactos positivos para a balança comercial brasileira. Isso porque o Brasil economizará o equivalente US$ 6,8 bilhões que atualmente são importados.

Os projetos de expansão da produção devem utilizar matéria primas alternativas, como gás natural e petróleo pesado. A principal razão é que o Brasil deixa de importar nafta e passa a utilizar petróleo brasileiro. Entre os vários projetos do setor, o destaque é para o complexo petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), cujos sócios são a Petrobras e o grupo Ultra. O novo pólo receberá apoio do BNDES e conta com o interesse de praticamente todas as outras empresas do setor.
(Valor Online)

 

Petrobras confia no suprimento de gás por parte da Bolívia

Em comunicado, a Petrobras disse que, até agora, a Bolívia cumpriu todos os compromissos de exportação e que confia que o país manterá essa postura, apesar de um relatório pessimista divulgado por uma importante organização empresarial boliviana.

A Câmara Boliviana dos Hidrocarbonetos (CBH) advertiu que a Bolívia poderá ter dificuldades para cumprir seus compromissos de exportação de gás devido a uma queda nos investimentos. A entidade afirmou ainda que o país não poderá executar projetos de ampliação de exportação de gás até 2008. 
(Reuters)

 

Petrobras assina memorandos com Petroperu e Perupetro

A Petrobras assinou um memorando de entendimentos com as estatais peruanas Petroperu e Perupetro para desenvolver projetos conjuntos de prospecção, exploração, refino, transporte e distribuição de petróleo e gás.

A Petrobras, que opera no Peru desde meados da década de 1990, produz petróleo em um campo na costa norte do país andino e explora gás em outras jazidas. "É um ato de enorme importância para a economia do Peru", disse o presidente Alan García em uma cerimônia no palácio do governo, que contou com a participação do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli

O acordo estabelece que Petroperu e Petrobras irão avaliar a ampliação da refinaria de Talara da petrolífera peruana para a produção de combustíveis.

 A Petrobras e a Petroperu também estudarão o "aproveitamento do gás natural" em projetos de transporte e na indústria petroquímica e em projetos de biodiesel. A Petroperu é a empresa estatal mais importante do Peru e se dedica ao transporte, refino e comercialização de combustíveis. A Perupetro, por sua vez, é encarregada de promover o investimento em atividades de prospecção e exploração de petróleo e gás.
(Reuters)

 

EPE e ANP firmam acordo de cooperação para estudos de expansão energética no país

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) assinaram um acordo de intercâmbio de informações para viabilizar estudos para expansão do setor energético no país, envolvendo áreas de petróleo e derivados, gás natural e biocombustíveis.

O Acordo de Cooperação Técnica prevê que a ANP fornecerá informações sobre exploração, produção, refino, transporte, comercialização, estocagem e distribuição de petróleo e derivados, gás natural e biocombustíveis, assim como dados geológicos das bacias sedimentares, reservas e produção, investimentos, preços e qualidade de petróleo e produtos.

Já a EPE vai oferecer estudos relativos ao Balanço Energético Nacional, projeções da matriz energética brasileira, estimativas de potenciais de recursos energéticos brasileiros, dados do modelo elétrico brasileiro e estudos do Plano Nacional de Energia, além de planos e programas de eficiência energética e de conservação de energia.
(Valor Online)

 

Fapesp: Primeiros Projetos têm nova chamada

A Fapesp lançou dia 25 de setembro nova chamada para o Programa Primeiros Projetos. A Chamada para Seleção Pública de Propostas para Projetos de Apoio à Infra-Estrutura de CT&I para Jovens Pesquisadores é uma parceria com o MCT, por CNPq.

O objetivo da chamada é apoiar a instalação, a modernização, a ampliação ou a recuperação da infra-estrutura de pesquisa científica e tecnológica nas instituições públicas de ensino e pesquisa, visando a dar suporte à fixação de jovens pesquisadores e à nucleação de novos grupos.

Jovens pesquisadores, contemplados com bolsa de pós-doutoramento da Fapesp ou do CNPq, em SP, com bolsa em vigência com data de início posterior a 31 de agosto de 2005, podem apresentar propostas até o dia 10 de novembro.

Os pedidos poderão prever recursos de até R$ 30 mil.

Para ler o texto completo da chamada: www.fapesp.br/materia.php?data[id_materia]=2557
(Agência Fapesp)

CURSOS

Cursos IPT

Mestrados Profissionais em Processos Industriais e em Tecnologia Ambiental

A concepção do Mestrado Profissional proposta pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo), visa habilitar o participante a encontrar soluções inovadoras para problemas práticos industriais. "Mestrado Profissional" é uma modalidade de curso stricto sensu que confere grau e prerrogativas idênticos aos do mestrado acadêmico, inclusive para o exercício da docência, e tem validade nacional. Inscrições estão abertas até o dia 10 de novembro.

Informações tel. (11) 3767-4624 ou acesse www.ensino.ipt.br.

 

Tecnologia da Cristalização

O curso “Tecnologia da Cristalização”, voltado para os profissionais que atuam na indústria, visa a melhorar o desempenho de processo e controlar a qualidade de produtos particulados produzidos por cristalização e precipitação a partir de soluções. O curso, que tem 18 horas-aula distribuídas em aulas teóricas e de laboratório, será realizado nos dias 22, 23 e 24 de novembro no IPT.

Informações, com Andréa: (11)  3767-4226, andreabo@ipt.br ou consulte www.ensino.ipt.br.

 

Combustão Industrial

O IPT realizará o curso de especialização Combustão Industrial, coordenado pelo professor Renato Vergnhanini Filho, em São Paulo (SP). O curso foi concebido para os profissionais de ensino superior envolvidos em atividades de projeto, desenvolvimento, operação, gerenciamento ou análise de equipamentos de combustão e gaseificação.

O programa conta com um corpo docente de sete profissionais, que mostram conceitos fundamentais em combustão, gaseificação e formação de poluentes, bem como parte da experiência do IPT na resolução de problemas reais.

As 40 horas-aula serão oferecidas de 20 a 24 de novembro. Disponibilidade de vagas limitadas.

Informações, com Andréa: (11)  3767-4226, andreabo@ipt.br ou consulte www.ensino.ipt.br.

O IPT concede 10% de desconto ao associado da ABEQ para a inscrição nesses três cursos.


Curso de extensão na UFRGS

O Grupo de Estudos em Couro e Meio Ambiente da UFRGS realiará entre os dias 7 de outubro e 11 de novembro, o curso de extensão Curtume Sustentável: novas prespectivas em tecnologia, qualidade e meio ambiente.

Dirigido aos profissionais do setor coureiro, os conteúdos abordados tratarão do estudo do colagênio da pele e interações químicas, da visão sobre novas tecnologias de processamento, efluentes líquidos e resíduos sólidos e gestão ambiental e da qualidade.

Totalizando 30 horas-aula, o curso será realizado em cinco sábados, das 08h30min às 16h00, no Departamento de Engenharia Química da UFRGS.

Informações: http://www.enq.ufrgs.br/cursocouro, pelos telefones
(51) 3316 3955 (Guilherme), (51) 3316 4167 (Patrice) e/ou e-mails:
priebe@enq.ufrgs.br; pmaquim@gmail.com

 

Boletim Informativo Nº 159 Setembro/2006 Publicação da Associação Brasileira de Engenharia Química - ABEQ

Marcelo Martins Seckler
Editor
Ademilson Cadari
Jornalista - Mtb 41.344

SECRETARIA EXECUTIVA ABEQ
Associação Brasileira de Engenharia Química
Tel: (11) 3107-8747 – Telefax: (11) 3104-4649
E-mail: abeq@abeq.org.br
Home Page: www.abeq.org.br
Responsáveis:
Marcelo Martins Seckler
Diretor Presidente da ABEQ
Bernadete A. Perez
Secretária Executiva da ABEQ

Para esclarecer dúvidas ou enviar sugestões, escreva para imprensa@abeq.org.br ou acesse www.abeq.org.br.