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Leia nesta Edição:
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| PONTO DE VISTA | ||
| O Brasil precisa de um PROALCOOL-2 O Programa Brasileiro de Álcool Combustível (Proalcool), criado no Brasil em 1975, é reconhecidamente o programa de energia renovável de maior sucesso no Mundo. O sucesso do programa brasileiro pode ser comprovado por três fatos: o Brasil é o maior produtor mundial de álcool combustível (cerca de 15 milhões de m3 na última safra), produzido a partir da cana-de-açúcar, reconhecida como a matéria-prima por excelência para produção do álcool; a redução a menos de um terço do custo de produção do álcool nos 30 anos de existência do Programa; os avanços tecnológicos no uso do álcool como sucedâneo da gasolina em motores ciclo Otto, tanto em motores dedicados como nos atuais motores “flex-fuel”. Hoje o Brasil se defronta com a perspectiva de um aumento significativo da demanda de álcool combustível. Esta previsão se sustenta em três realidades de mercado: aumento interno do consumo de álcool hidratado pelo sucesso da introdução da alternativa flex-fuel no mercado de veículos automotivos leves; expansão das exportações brasileiras de álcool em função do crescente interesse mundial pela mistura do álcool à gasolina; opção brasileira pela produção do biodiesel utilizando etanol na transesterificação dos óleos vegetais. Ou o Brasil enfrenta e viabiliza a necessidade realista de dobrar a sua produção de álcool nos próximos 5 anos, ou o descrédito tomará conta do setor. Este passo exige, para se tornar realidade, que o governo e o setor empresarial brasileiro se unam no lançamento do PROALCOOL-2. Esta nova fase do programa deverá coordenar e financiar esforços de P&D&I em três dimensões básicas: aumento de rendimento energético e produtividade (litros de álcool por tonelada de cana), desenvolvimento de novos processos para produção de álcool e novos produtos para agregar valor à cadeia da cana-de-açúcar e, finalmente, minimização e tratamento de impactos ambientais e de SMS. Baseado no moderno conceito de biorrefinaria o programa deveria ser organizado em quatro subprogramas com o foco em tecnologias e negócios/produtos.
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| I - TECNIQ | ||
Seminário sobre Tecnologia na Indústria Química A ABEQ e a Associação Brasileira das Indústrias Químicas (Abiquim) realizaram, independentemente, encontros que procuravam aproximar as universidades das indústrias. Foram eles o Encontro Brasileiro sobre Tecnologia na Industria Química (ENBTEQ) e o Seminário Abiquim de Tecnologia. Agora, estas iniciativas são reunidas num só evento, o I Seminário sobre Tecnologia na Indústria Química (TECNIQ), que será realizado entre os dias 17 e 19 de outubro, na sede do Conselho Regional de Química-IV Região, em São Paulo (SP). A este encontro agrega-se o tradicional Seminário de Produtores de Olefinas e Aromáticos, já em sua 7ª apresentação. Pretende-se no TECNIQ contribuir para a consolidação de um ambiente favorável a implantação de inovações tecnológicas na Indústria Química do Brasil, iniciativa que a ABEQ e Abiquim acreditam ser essenciais para se alcançar e dar sustentação à competitividade do setor internacionalmente. Haverá três tipos de atividades: mesas-redondas conjuntas, sessões técnicas orais distribuídas por temas e sessões conjuntas diárias de encerramento. Todos os trabalhos expostos na forma de painéis serão também apresentados oralmente nas sessões técnicas (Novas Tecnologias na Indústria Química e Produção de Olefinas e Aromáticos). Veja informações completas no site http://www.tecniq.org.br ou consulte a ABEQ pelo telefone (11) 3107-8747, fax (11) 3104-4649, ou pelo e-mail abeq@abeq.org.br .
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| 3ª ESCOLA DE CATÁLISE DA FISOCat | ||
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Sócios da ABEQ têm desconto de 50% no valor da inscrição A Sociedade Brasileira de Catálise (SBCat), em conjunto com a Federação Iberoamericana de Sociedades de Catálise (FISOCat), realiza nos dias 14 a 16 de setembro a 3ª Escola Iberoamericana de Catálise e a 1ª Escola de Catálise da SBCat. O evento, que tem o apoio da ABE, ocorrerá no Centro de Eventos da UFRGS em Gramado (RS), e será constituído por um conjunto de palestras sobre o tema: “Desafios da Catálise - novas matérias-primas e proteção ao meio ambiente”. “A catálise é uma área estratégica no desenvolvimento tecnológico, pois permeia vários setores da indústria química. Diante da importância que novas matérias primas e o controle das emissões poluentes vem assumindo, nesta "3ª Escola de Catálise" serão ministradas palestras abordando os aspectos catalíticos e ambientais que envolvem seu processamento e utilização”, diz a coordenadora do evento, Soraia T. Brandão, do Instituto de Química da UFBA. Mais informações: SBCat - Tel.: (16) 3351-8693 - E-mail: secretaria@sbcat.org
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| ENEMP | ||
XXXII Congresso Brasileiro de Sistemas Particulados O congresso tem o objetivo de congregar a comunidade técnica-científica que atua em desenvolvimento e pesquisa em sistemas particulados e em meios porosos para difusão de conhecimento, propiciar troca de experiências, e promover a interação de trabalhos que estão sendo realizados. Os trabalhos técnicos apresentados no evento são selecionados a partir de uma análise preliminar do resumo do trabalho. Na ocasião do evento, são recebidos os trabalhos completos, que após análise prévia pelo Comitê Técnico Científico são submetidos à avaliação por revisores ad-hoc com vistas à publicação. Os trabalhos aceitos são publicados nos anais do Enemp. Serão realizadas sessões orais, de painéis e conferências nos seguintes temas: fundamentos de sistemas particulados, caracterização e dinâmica de partículas, bolhas e gotas, propriedades de transporte, modelagem e simulação, aplicações técnicas, leitos fixos, leitos de jorro, processos de separação, processos de separação com membranas, secagem, e temas correlatos. Calendário do evento
Informações: ENEMP -
Tel. (44) 3261-4780 (44) 3261-4755 -
Fax. (44) 3261-4792
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| COBEQ 2006 | ||
Sob o tema central “Engenharia Química e Inovação” será realizado pela Faculdade de Engenharia Química de Lorena (Faenquil), entre os dias 24 e 27 de setembro de 2006, o XVI Congresso Brasileiro de Engenharia Química (COBEQ). Promovido a cada dois anos pela ABEQ, o COBEQ é o evento científico mais importante na área de Engenharia Química no Brasil. “Para esta edição, convidamos profissionais, pesquisadores, alunos de pós-graduação, para se juntarem a nós nesse evento nacional, que é o grande fórum de divulgação dos principais avanços da Engenharia Química no Brasil e de discussões que permitam traduzir ciência em aplicações práticas da engenharia com vistas à vencer desafios na busca do desenvolvimento econômico, da qualidade de vida e da sustentabilidade para as futuras gerações” disse o Professor Messias Borges Silva. Coordenador do evento. O evento, que reunirá centenas de profissionais de todo o País e do exterior, em Santos (SP), será desenvolvido no sistema de painéis e conferências. O programa técnico incluirá trabalhos apresentados na forma oral ou em posters. Cbtermo Paralelamente ao XVI COBEQ, será realizado o 3º Congresso Brasileiro da Termodinâmica Aplicada (Cbtermo). O Cbtermo compreende pesquisa experimental, teórica e aplicada em todos os ramos da termodinâmica e dos processos de separação, incluindo equilíbrio de fases, equilíbrio químico, propriedades de transporte, termodinâmica química, mecânica estatística, modelagem molecular, calorimetria, fenômenos de superfície, processos de separação difusionais, convencionais e não convencionais, síntese de processos, entre outros. “Esta terceira edição será realizada como parte integrante do XVI COBEQ, e espera-se que as edições futuras do COBEQ continuem a serem acompanhadas pelo Cbtermo, até que o evento atinja vida própria e possa se consolidar como um congresso científico regular”, diz Martín Aznar (Unicamp), coordenador do CBTERMO. Informações: Faenquil - Departamento de Engenharia Química DESCONTOS PARA SÓCIOS DA ABEQ ENTRE 30% E 40% DO VALOR DA INSCRIÇÃO Programação: http://www.faenquil.br/cobeq2006/index91.html
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| EVENTOS ESTUDANTIS | ||
XII COREEQ-SP - Congresso Regional de Estudantes de Engenharia Química -SP O Centro Acadêmico de Engenharia Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com o apoio do Departamento de Engenharia Química (DEQ-UFSCar), realizou entre os dias 16 a 22 de julho, o XII Coreeq-SP, no campus da UFSCar, em São Carlos (SP). O XII Coreeq-SP teve o tema central “Movido à álcool - estudo sobre a indústria canavieira”. Cerca de trezentas pessoas, entre estudantes, professores e profissionais, estiveram presentes opinando, discutindo e participando dos 11 mini-cursos, mostras de iniciação científica, palestras e visitas técnicas. Nas visitas técnicas, os estudantes conheceram uma usina de açúcar e álcool, fábricas de fibra de vidro, de materiais compostos, de termoplásticos e de tubulação. XI COREEQ N/NE - Congresso Regional de Estudantes de Engenharia Química –N/NE Sempre presentes e ativos nas atividades relacionadas a seu curso, os estudantes de engenharia química da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realizaram o XI Congresso Regional dos Estudantes de Engenharia Química Norte-Nordeste (Coreeq N/NE), nos dias 16 a 22 de julho de 2006, em Natal (RN). Sediado pela UFRN, o XI Coreeq N/NE teve o intuito principal de promover a integração acadêmica, social, cultural e científica entre as várias escolas de Engenharia Química do Norte e do Nordeste do Brasil. O congresso teve a participação de 213 congessistas e a apresentação de 11 mini-cursos. A mostra de Iniciação Científica (IC) contou com 104 resumos de projetos, dos quais 81 foram apresentados, representando o maior mostra de IC dos últimos anos. Os estudantes conheceram o Centro de Tecnologias do Gás (CTGÁS), onde puderam aprofundar seus conhecimentos quanto à operação, aspectos de equipamentos, automação, segurança e meio ambiente.
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| ABEQ - NOVA DIRETORIA | ||
| Tomou posse no dia 1 de agosto a nova diretoria da ABEQ, eleita para o biênio 2006/2008. A eleição ocorreu, durante Assembléia Geral Extraordinária, no último dia 3 de julho na sede da associação, em São Paulo (SP). O novo presidente da ABEQ é o engenheiro químico Marcelo Martins Seckler. Sobre sua administração, Seckler falou que o grande desafio será ampliar os serviços existentes, dar continuidade ao ENBTEQ - agora denominado TECNIQ, sua segunda edição será realizada em outubro, desta vez em parceria com a Abiquim -, e aumentar a participação das regionais da ABEQ. Pretende também prospectar oportunidades no fortalecimento do serviço de colocação de empregos através de parceria com CRQ-IV e Sindicato dos Químicos, uma maior articulação com estudantes, através de parceria com a Federação Nacional de Estudantes de Engenharia Química (Feneeq), oferecer oportunidaes de melhoria da qualificação dos nosso engenheiros químicos pelo aumento da oferta de cursos de extensão e melhorar a comunicação na comunidade através do desenvolvimento de fórums de discussão em áreas temáticas ou setoriais. Seckler elogiou o trabalho que a presidente Raquel de Lima Camargo Giordano e seus antecessores desenvolveram, tornando a ABEQ cada vez mais respeitada pela classe tecnológica e pela sociedade em geral. A professora Raquel, que iniciou seu mandato em 1 de agosto de 2002, deixa a associação depois de ter empreendido importantes ações que beneficiaram a área de engenharia química brasileira. Dentre elas, a retomada da publicação regular da Revista Brasileira de Engenharia Química (REBEQ), a criação do Encontro Brasileiro sobre Tecnologia Química (ENBTEQ), o desenvolvimento do Banco de Currículos: estágio e primeiro emprego, a co-realização do XV Simpósio Nacional de Bioprocessos (Sinaferm), em 2005, a informatização do Brazilian Journal of Chemical Engineering (BJChE) e o fortalecimento de eventos já existentes como o COBEQ e o ENBEQ. “A direção de uma entidade exige cuidado constante e o que me deixa muito feliz é a certeza de que a associação continuará tendo essa atenção com a diretoria que agora assume”, diz Raquel. À nova diretoria votos de feliz gestão. Gestão 2006/2008 Conselho Superior Diretoria Diretoria da Seção Regional de São Paulo
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| PRÊMIO BRASKEM - ABEQ | ||
ABEQ divulga os ganhadores Daniele Urioste (Faenquil) e José Manuel Gonzalez Tubio Perez (USP), categoria Mestrado, Márcio Bezerra Machado (Unicamp) e Ariane Leite Larentis (Coppe-UFRJ), categoria Doutorado, foram os vencedores do Prêmio Nacional de Pós-Graduação Braskem/ABEQ, com seus trabalhos de pesquisa na área de engenharia química neste ano. Patrocinado pela Braskem pelo sexto ano seguido, o prêmio tem como objetivo apoiar o desenvolvimento da engenharia química no país, incentivando projetos acadêmicos que podem contribuir para ampliar a base tecnológica brasileira. Neste ano, foram inscritos 50 trabalhos, sendo 32 dissertações de mestrado e 18 teses de doutorado. O primeiro colocado na categoria Mestrado recebe R$ 6.000,00 e o primeiro colocado na categoria Doutorado, R$ 7.000,00. Os outros dois projetos vencedores em mestrado e doutorado foram contemplados, respectivamente, com R$ 4.000,00 e R$ 5.000,00. A cerimônia de premiação será realizada no próximo dia 20 de setembro, a partir da 18 h, em São Paulo (SP). Para mais informações, entre em contato com a secretaria da ABEQ pelo telefone (11) 3107-8747, fax (11) 3104-4649, ou pelo e-mail: abeq@abeq.org.br.
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| PRÊMIO OXITENO - ABEQ | O Concurso Brasileiro de Projeto Químico - Desafio Universitário Oxiteno-ABEQ visa valorizar os trabalhos dos estudantes, premiando a elaboração das melhores e mais inovadoras estratégias e alternativas na resolução de um problema do dia-a-dia da indústria química. Nessa 14ª edição, o quarto ano de parceria entre a ABEQ e a Oxiteno, o concurso conta com a participação de 446 estudantes de todo o País, de 44 faculdades, totalizando 209 inscrições. A premiação para os três melhores trabalhos será feita em dinheiro e diplomas alusivos, sendo que, se apresentado por um grupo, o respectivo prêmio será divido entre os componentes. Já as indicações para menção honrosa farão jus a diploma alusivo. O melhor trabalho recebe 5 mil reais, o segundo, 3 mil reais, e, para o terceiro lugar, 1 mil e quinhentos reais. O recebimento ou postagem no correio dos envelopes contendo a solução do problema e a ficha de identificação dos autores encerra-se no dia 22 de setembro. Mais informações com a secretaria da ABEQ pelo telefone (11) 3107-8747, fax (11) 3104-4649, ou e-mail abeq@abeq.org.br.
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| CLIPPING DO SETOR | Petrobras construirá uma nova refinaria A Petrobras iniciou estudos para construir mais uma nova refinaria - que será a maior do Brasil com capacidade para produzir 500 mil barris por dia de gasolina e diesel premium - com menos de 50 ppm de enxofre. A nova unidade terá boa parte de sua produção exportada para os mercados europeu e americano. Será a terceira refinaria programada pela estatal, que nos últimos meses confirmou outras duas, em Pernambuco e em Itaguaí, RJ. A nova unidade demandará um volume de recursos próximo de US$ 5 bilhões. A refinaria insere-se no plano da empresa de processar 90% do óleo nacional em 2001. O Plano de Negócios da empresa levou considera não só uma taxa de crescimento anual do consumo de 3,1%, como também uma estimativa de crescimento de 4% ao ano do Produto Interno Bruto (PIB). A tendência, segundo Costa, é que o cenário mundial permaneça marcado por demanda aquecida e preços em alta. (Gazeta Mercantil) Lucro da Syngenta sobe 5% com redução de custos A Syngenta AG, maior fabricante mundial de defensivos agrícolas, disse que os lucros do primeiro semestre subiram após a empresa ter reduzido os gastos por meio da desativação de fábricas. O lucro líquido teve alta de 5,4%, para US$ 961 milhões. A Syngenta tem reduzido os custos para ampliar seus lucros, num momento em que as vendas de defensivos agrícolas se desaceleram nos principais mercados, entre eles, a América Latina. A empresa fechou fábricas nos Estados Unidos e na Índia e contabilizou reduções de custos decorrentes da melhoria da eficiência alcançada por unidades de produção instaladas na Suíça e nos Estados Unidos. A Syngenta é uma empresa formadema 2000 a partir da fusão das divisões de defensivos agrícolas do laboratório suíço Novartis AG e da britânica AstraZeneca Plc. (Gazeta Mercantil) Reciclagem A Plastivida, do setor de plásticos, e a ONG Reciclázaro fecharam parceria para elevar de 60 t para 100 t o volume mensal recolhido no bairro da Lapa, São Paulo (SP). A porcentagem de plásticos recolhidos pela ONG passará de 18% para 35%. (Folha de S. Paulo) MEC reclassifica os cursos tecnológicos O MEC conseguiu reduzir a 8 áreas profissionais e 96 denominações os 3,5 mil cursos tecnológicos de nível superior existentes no País. Até o início deste ano existiam 1200 denominações. O atual catálogo concentra as áreas de formação tecnológicas em Agropecuária e Recursos Pesqueiros, Comércio e Gestão, Artes, Comunicação e Design, Construção Civil, Geomática e Transportes, Lazer e Desenvolvimento Social, Turismo e Hospitalidade, Indústria, Química e Mineração, Informática e Telecomunicação, Meio Ambiente e Tecnologia da Saúde. A concentração é o primeiro passo para o MEC conseguir incluir os cursos tecnológicos no Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes) e colocar os alunos no Exame Nacional do Desempenho do Aluno (Enade), o sucessor do Provão. Como os cursos tecnológicos não tinham áreas, ficava impossível encaixá-los nas avaliações. "Facilitamos o trabalho da Secretaria de Ensino Tecnológico e a avaliação, que deve ser feita com todos os cursos superiores", disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. A área de cursos tecnológicos é uma das que mais crescem no País. Em 1998, eram 258 cursos. Em 2004 já chegavam a 1.804. O número de matrículas subiu 170% no período. Passou de 56.822 em 1998 para 153.307 em 2004 (3,7% das matrículas de nível superior no país). Apesar de ter crescido a oferta de cursos e o número de matrículas, a demanda não foi a que as instituições esperavam. Em 1998, 79% das vagas nesses cursos estavam preenchidas. Em 2004, caiu para apenas 47%. O ministro da Educação atribui parte dessa dificuldade à falta de avaliação e de conhecimento sobre a qualidade desses cursos. (O Estado de SP) Enfrentamento ambiental Em conferência realizada em São Paulo, Mario Molina, vencedor do Nobel de Química, apresenta a receita para que as populações das grandes metrópoles do mundo possam respirar ar mais limpo. Ele conhece bem o que significa poluição atmosférica urbana. Não apenas por ter ganho o Prêmio Nobel de Química em 1995, por pesquisas com a camada de ozônio, mas também por ter nascido e crescido na Cidade do México, uma das mais poluídas do mundo ao lado de São Paulo. Aos 63 anos, o engenheiro químico dedicou toda a sua vida profissional a esse tema. “Para tentar melhorar o ar das grandes cidades temos que levar em consideração quatro pontos importantes”, disse à Agência Fapesp. Segundo Molina, são pontos relacionados com as fontes móveis de emissão de contaminantes atmosféricos: automóveis de passeio, motos, caminhões e ônibus. Uma das primeiras ações que devem ser estimuladas, segundo o pesquisador, é a renovação da frota veicular. Um automóvel com mais de dez anos é em média 70 vezes mais poluente do que um zero-quilômetro. “Além disso, por causa do impacto da frota veicular, é preciso que as normas que regulam as emissões sejam cada vez mais restritivas”, afirmou Molina. Outra forte necessidade, segundo ele, é a produção de combustíveis menos sujos. Tanto no México como em São Paulo, a gasolina queimada pelos motores, por exemplo, ainda contém enxofre. O tipo de diesel utilizado também é altamente poluente. A quarta estratégia é igualmente importante. “Um bom planejamento do transporte público é a maneira mais adequada de retirar os veículos das ruas”, disse Molina. Com relações bem conhecidas entre poluição do ar e agravamento na saúde da população, Molina contou que o ar contaminado das grandes cidades pode ter um impacto muito grande no aumento daquantidade dos gases que fazem aumentar o efeito estufa. “É isso que estamos estudando no momento no Projeto Milagro [Megacity Initiative: Local and Global Research Observations]: a relação entre o local e o global. Mas é claro que as condições do planeta estão sendo alteradas, sejam climáticas, químicas ou hidrológicas. A Terra, sem dúvida, está cada vez mais frágil”, disse. Contra a crise, universidades particulares vão ao mercado financeiro A crise no ensino superior brasileiro privado fez com que universidades começassem a buscar recursos no mercado financeiro. Numa operação inédita no setor da educação, elas têm emitido debêntures, ou seja, colocado papéis da instituição à venda. O dinheiro, usado para sanar dívidas e fazer investimentos, tem de ser devolvido depois de um período determinado. Os juros, no entanto, são mais baixos que os bancários. Para educadores, essa é uma forma de profissionalizar a gestão e impedir o fechamento de universidades. A operação mais recente é a da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), que acabou de receber a autorização para a emissão de R$ 40 milhões em debêntures. A instituição tem hoje 11 mil alunos e uma unidade no Tatuapé. "Os alunos só ganham. Melhora a qualidade de ensino e as mensalidades não aumentam", diz o diretor-administrativo da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Luís Carlos Urbano. A instituição foi a primeira no País a emitir debêntures em 2004 por causa de uma dívida de R$ 56 milhões. Com a operação, a Ulbra - que tem 90 mil alunos e é uma das maiores do Brasil - conseguiu 85% dos R$ 205 milhões lançados no mercado. O dinheiro foi usado também para a construção de um hospital universitário e de um prédio para o curso de Odontologia. "Saímos do juro caro e conseguimos investir", diz Urbano, referindo-se ao que é cobrado pelos bancos. Segundo Urbano, o investimento foi feito por 25 empresas, entre elas, fundos de pensões e o Banco do Brasil. Mesmo com a crise atual, o especialista em educação superior da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Abílio Baeta Neves acredita que as universidades ainda são consideradas bons investimentos e por isso a emissão de debêntures está funcionando bem. "Cerca de 70% do ensino superior é privado, as pessoas acreditam que terão boa margem de lucro ao investir", diz. Mais vagas e menos alunos no ensino superior O ensino superior privado brasileiro cresceu muito no fim dos anos 90 e no início do 2000, com a mudança na concessão de autorizações para abertura de universidades e cursos. Das 764 instituições privadas que existiam em 1998, o último censo do Ministério da Educação (MEC) mostrou 1.789 em 2004. O ritmo de crescimento tem diminuído nos últimos anos, quando se começou a constatar a saturação do mercado e falta de alunos. Atualmente, as instituições privadas oferecem mais de 2 milhões de vagas em vestibulares. Mas só ingressam pouco mais de 1 milhão de novos estudantes. O ensino superior brasileiro - público e privado - tem hoje um total de 4 milhões de alunos. Segundo o MEC, não há impedimento na legislação brasileira à emissão de debêntures. A reforma universitária, no entanto, impede a abertura total do capital a instituições estrangeiras. A exigência é de que pelo menos 70% do capital votante das mantenedoras pertença a brasileiros. Debêntures são papéis bastante utilizados pelas empresas brasileiras para captar recursos. A Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima) prevê que o valor total das emissões de debêntures deve superar R$ 35 bilhões neste ano. (O Estado de SP)
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| CURSOS |
Mestrados Profissionais A concepção do Mestrado Profissional proposta pelo IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, visa habilitar o participante a encontrar soluções inovadoras para problemas práticos industriais. A formação do aluno é alcançada através de disciplinas e de pesquisa tecnológica que podem envolver, além de instrumental teórico e apoio laboratorial, o desenvolvimento de protótipos e produtos, bem como a melhoria de processos industriais. "Mestrado Profissional" é uma modalidade de curso stricto sensu que confere grau e prerrogativas idênticos aos do mestrado acadêmico, inclusive para o exercício da docência, e tem validade nacional. Inscrições estão abertas até o dia 10 de novembro de 2006 nos seguintes programas:
Informações adicionais no site http://www.ensino.ipt.br ou pelo e-mail cenatec@ipt.br ou ainda pelos telefones (11) 3767-4226 ou 3767-4673. Sócios da ABEQ têm direito a 10% de desconto no curso de Processos Industriais. Tecnologia da Cristalização O curso “Tecnologia da Cristalização”, voltado para os profissionais que atuam na indústria, visa a melhoria do desempenho de processo e o controle da qualidade de produtos particulados produzidos por cristalização e precipitação a partir de soluções. O curso, que inclui aulas teóricas e de laboratório experimental, será realizado nos dias 22, 23 e 24 de novembro de 2006, das 9 h às 17 h, no IPT em São Paulo. Informações adicionais no site http://www.ensino.ipt.br ou pelo e-mail cenatec@ipt.br ou ainda pelos telefones (11) 3767-4226 ou 3767-4673. Sócios da ABEQ têm direito a 10% de desconto. Engenharia Química - Fabricação de Celulose e Papel A Faculdade de Telêmaco Borba (Fateb), realiza em Telêmaco Borba (PR) o curso "Engenharia de Processos de Fabricação de Celulose e Papel". O curso, que dá 10% de desconto aos associados da ABEQ, visa proporcionar uma visão sistêmica do processo de fabricação de embalagem que tem origem na floresta, disponibilizar conhecimento técnico-científico e qualificar mão-de-obra de forma a contribuir para o aumento da competividade da indústria nacional de papel e celulose. O público-alvo do curso, que tem duração de 11 meses, são os profissionais graduados do setor industrial de celulose e papel. As aulas serão às sexta-feiras, das 19 h às 23 h, e aos sábados, das 8 h às 17 h. Informações: Fateb - Tel.: (42) 3272-9555 / (42) 9972-2371, Tratamento de águas residuárias em indústrias de galvanoplastia O objetivo desse curso é mostrar as tecnologias aplicáveis na descontaminação das águas geradas no processo produtivo, as técnicas de processos, equipamentos e unidades de tratamento, desde a geração dos efluentes até o lançamento no corpo receptor e reuso parcial das águas tratadas e metais dissolvidos. Dirigido aos Profissionais de nível médio e superior, com noções básicas de química e alguma experiência em tratamento de efluentes e superfícies, o curso será realizado de 18 a 20 de setembro de 2006, das 8 às 17 h, na sede da Cetesb, avenida Prof. Frederico Hermann Jr., 345 - Alto de Pinheiros, São Paulo (SP). As inscrições encerram-se no próximo dia 31 de agosto. Informações: Cetesb - Tel.: (11) 3030-6629 e 3030-6633 - Fax: (11) 3030-6651 Curso de Especialização em Gestão da Inovação Tecnológica da Unicamp O Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) da Unicamp oferecerá o Curso de Especialização em Gestão Estratégica da Inovação Tecnológica, coordenado pelo Prof. Ruy Quadros, em São Paulo. A nova turma terá aulas nas dependências da Universidade Presbiteriana Mackenzie. O programa estrutura-se sobre o modelo integrado de gestão da inovação tecnológica, que envolve as áreas de pesquisa e desenvolvimento, marketing, manufatura, logística, recursos humanos, finanças e novos negócios. O programa conta com um corpo docente de 40 profissionais, envolvendo professores do DPCT e de outras instituições de ensino como a FGV/SP, Poli/USP, UFRJ, Mackenzie; além de profissionais de empresas que mostram a implementação de ferramentas e práticas bem sucedidas em gestão da inovação tecnológica. Conheça mais sobre o curso agendando sua participação na palestra do coordenador do curso Prof. Ruy Quadros em 4 de setembro. Para informações e inscrições, consulte www.extecamp.unicamp.br/gestaodainovacao ou ligue para (11) 9995-5033. Associados ABEQ tem direito a um desconto de 5% (informar no campo "Fonte da Informação" do formulário de inscrição: ASSOCIADO ABEQ).
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| Boletim Informativo Nº 158 Agosto/2006 Publicação da Associação Brasileira de Engenharia Química - ABEQ
Para esclarecer dúvidas ou enviar sugestões, escreva para imprensa@abeq.org.br ou acesse www.abeq.org.br. |