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PONTO DE VISTA

O Brasil precisa de um PROALCOOL-2
por Marco Antonio Bonomi, engenheiro e pesquisador do IPT- Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo SA

O Programa Brasileiro de Álcool Combustível (Proalcool), criado no Brasil em 1975, é reconhecidamente o programa de energia renovável de maior sucesso no Mundo. O sucesso do programa brasileiro pode ser comprovado por três fatos: o Brasil é o maior produtor mundial de álcool combustível (cerca de 15 milhões de m3 na última safra), produzido a partir da cana-de-açúcar, reconhecida como a matéria-prima por excelência para produção do álcool; a redução a menos de um terço do custo de produção do álcool nos 30 anos de existência do Programa; os avanços tecnológicos no uso do álcool como sucedâneo da gasolina em motores ciclo Otto, tanto em motores dedicados como nos atuais motores “flex-fuel”.

Hoje o Brasil se defronta com a perspectiva de um aumento significativo da demanda de álcool combustível. Esta previsão se sustenta em três realidades de mercado: aumento interno do consumo de álcool hidratado pelo sucesso da introdução da alternativa flex-fuel no mercado de veículos automotivos leves; expansão das exportações brasileiras de álcool em função do crescente interesse mundial pela mistura do álcool à gasolina; opção brasileira pela produção do biodiesel utilizando etanol na transesterificação dos óleos vegetais.

Ou o Brasil enfrenta e viabiliza a necessidade realista de dobrar a sua produção de álcool nos próximos 5 anos, ou o descrédito tomará conta do setor. Este passo exige, para se tornar realidade, que o governo e o setor empresarial brasileiro se unam no lançamento do PROALCOOL-2. Esta nova fase do programa deverá coordenar e financiar esforços de P&D&I em três dimensões básicas: aumento de rendimento energético e produtividade (litros de álcool por tonelada de cana), desenvolvimento de novos processos para produção de álcool e novos produtos para agregar valor à cadeia da cana-de-açúcar e, finalmente, minimização e tratamento de impactos ambientais e de SMS.

Baseado no moderno conceito de biorrefinaria o programa deveria ser organizado em quatro subprogramas com o foco em tecnologias e negócios/produtos.

  • Subprograma I - Tecnologias atuais que sustentam negócios e produtos atuais: otimização energética das usinas, aproveitamento energético da palha e do bagaço, qualidade de produtos e matéria-prima, manejo agrícola sem queima da palha e procedimento de SMS em toda cadeia produtiva;
  • Subprograma II - Tecnologias atuais que alavancam negócios e produtos futuros: peletização de bagaço e palha e aproveitamento de bagaço e palha para produção de compósitos;
  • Subprograma III - Novas tecnologias para sustentar negócios e produtos atuais: pirólise e gaseificação de palha e bagaço, hidrólise de palha e bagaço, agricultura de precisão, transformação genética de variedades de cana e ações para redução das emissões de CO2;
  • Subprograma IV - Novas tecnologias para sustentar futuros negócios e produtos: hidrogênio para uso em células a combustível, polímeros biodegradáveis e síntese de combustíveis líquidos.

I - TECNIQ

Seminário sobre Tecnologia na Indústria Química
Tecnologiae inovação são os temas centrais de evento que promove troca de experiências entre indústria e academia

A ABEQ e a Associação Brasileira das Indústrias Químicas (Abiquim) realizaram, independentemente, encontros que procuravam aproximar as universidades das indústrias. Foram eles o Encontro Brasileiro sobre Tecnologia na Industria Química (ENBTEQ) e o Seminário Abiquim de Tecnologia. Agora, estas iniciativas são reunidas num só evento, o I Seminário sobre Tecnologia na Indústria Química (TECNIQ), que será realizado entre os dias 17 e 19 de outubro, na sede do Conselho Regional de Química-IV Região, em São Paulo (SP). A este encontro agrega-se o tradicional Seminário de Produtores de Olefinas e Aromáticos, já em sua 7ª apresentação.

Pretende-se no TECNIQ contribuir para a consolidação de um ambiente favorável a implantação de inovações tecnológicas na Indústria Química do Brasil, iniciativa que a ABEQ e Abiquim acreditam ser essenciais para se alcançar e dar sustentação à competitividade do setor internacionalmente.

Haverá três tipos de atividades: mesas-redondas conjuntas, sessões técnicas orais distribuídas por temas e sessões conjuntas diárias de encerramento. Todos os trabalhos expostos na forma de painéis serão também apresentados oralmente nas sessões técnicas (Novas Tecnologias na Indústria Química e Produção de Olefinas e Aromáticos).

Veja informações completas no site http://www.tecniq.org.br ou consulte a ABEQ pelo telefone (11) 3107-8747, fax (11) 3104-4649, ou pelo e-mail abeq@abeq.org.br .

 

3ª ESCOLA DE CATÁLISE DA FISOCat

Sócios da ABEQ têm desconto de 50% no valor da inscrição

A Sociedade Brasileira de Catálise (SBCat), em conjunto com a Federação Iberoamericana de Sociedades de Catálise (FISOCat), realiza nos dias 14 a 16 de setembro a 3ª Escola Iberoamericana de Catálise e a 1ª Escola de Catálise da SBCat.

O evento, que tem o apoio da ABE, ocorrerá no Centro de Eventos da UFRGS em Gramado (RS), e será constituído por um conjunto de palestras sobre o tema: “Desafios da Catálise - novas matérias-primas e proteção ao meio ambiente”.

“A catálise é uma área estratégica no desenvolvimento tecnológico, pois permeia vários setores da indústria química. Diante da importância que novas matérias primas e o controle das emissões poluentes vem assumindo, nesta "3ª Escola de Catálise" serão ministradas palestras abordando os aspectos catalíticos e ambientais que envolvem seu processamento e utilização”, diz a coordenadora do evento, Soraia T. Brandão, do Instituto de Química da UFBA.

Mais informações: SBCat - Tel.: (16) 3351-8693 - E-mail: secretaria@sbcat.org

 

ENEMP

XXXII Congresso Brasileiro de Sistemas Particulados
O XXXII Congresso Brasileiro de Sistemas Particulados (Enemp), que tem o apoio da ABEQ, será realizado na cidade de Maringá (PR), nos dias 22 a 25 de outubro de 2006, sob a organização do Departamento de Engenharia Química da Universidade Estadual de Maringá (DEQ-UEM).

O congresso tem o objetivo de congregar a comunidade técnica-científica que atua em desenvolvimento e pesquisa em sistemas particulados e em meios porosos para difusão de conhecimento, propiciar troca de experiências, e promover a interação de trabalhos que estão sendo realizados.

Os trabalhos técnicos apresentados no evento são selecionados a partir de uma análise preliminar do resumo do trabalho. Na ocasião do evento, são recebidos os trabalhos completos, que após análise prévia pelo Comitê Técnico Científico são submetidos à avaliação por revisores ad-hoc com vistas à publicação. Os trabalhos aceitos são publicados nos anais do Enemp.

Serão realizadas sessões orais, de painéis e conferências nos seguintes temas: fundamentos de sistemas particulados, caracterização e dinâmica de partículas, bolhas e gotas, propriedades de transporte, modelagem e simulação, aplicações técnicas, leitos fixos, leitos de jorro, processos de separação, processos de separação com membranas, secagem, e temas correlatos.

Calendário do evento
30/08/2006 - Data limite para comunicação do aceite dos resumos.
22/10/2006 a 25/10/2006 - Período de realização do evento.
23/10/2006 a 03/11/2006 - Data final para o recebimento dos trabalhos completos para análise.

Informações: ENEMP - Tel. (44) 3261-4780 (44) 3261-4755 - Fax. (44) 3261-4792
E-mail: enemp2006@deq.uem.br - www.deq.uem.br/eventos/enemp2006/index.htm

 

COBEQ 2006

Sob o tema central “Engenharia Química e Inovação” será realizado pela Faculdade de Engenharia Química de Lorena (Faenquil), entre os dias 24 e 27 de setembro de 2006, o XVI Congresso Brasileiro de Engenharia Química (COBEQ). Promovido a cada dois anos pela ABEQ, o COBEQ é o evento científico mais importante na área de Engenharia Química no Brasil.

“Para esta edição, convidamos profissionais, pesquisadores, alunos de pós-graduação, para se juntarem a nós nesse evento nacional, que é o grande fórum de divulgação dos principais avanços da Engenharia Química no Brasil e de discussões que permitam traduzir ciência em aplicações práticas da engenharia com vistas à vencer desafios na busca do desenvolvimento econômico, da qualidade de vida e da sustentabilidade para as futuras gerações” disse o Professor Messias Borges Silva. Coordenador do evento.

O evento, que reunirá centenas de profissionais de todo o País e do exterior, em Santos (SP), será desenvolvido no sistema de painéis e conferências. O programa técnico incluirá trabalhos apresentados na forma oral ou em posters.

Cbtermo

Paralelamente ao XVI COBEQ, será realizado o 3º Congresso Brasileiro da Termodinâmica Aplicada (Cbtermo). O Cbtermo compreende pesquisa experimental, teórica e aplicada em todos os ramos da termodinâmica e dos processos de separação, incluindo equilíbrio de fases, equilíbrio químico, propriedades de transporte, termodinâmica química, mecânica estatística, modelagem molecular, calorimetria, fenômenos de superfície, processos de separação difusionais, convencionais e não convencionais, síntese de processos, entre outros.

“Esta terceira edição será realizada como parte integrante do XVI COBEQ, e espera-se que as edições futuras do COBEQ continuem a serem acompanhadas pelo Cbtermo, até que o evento atinja vida própria e possa se consolidar como um congresso científico regular”, diz Martín Aznar (Unicamp), coordenador do CBTERMO.

Informações: Faenquil - Departamento de Engenharia Química
E-mail: cobeq@cobeq2006.faenquil.br - Tel: (12) 3159-5130

DESCONTOS PARA SÓCIOS DA ABEQ ENTRE 30% E 40% DO VALOR DA INSCRIÇÃO

Programação: http://www.faenquil.br/cobeq2006/index91.html

 

EVENTOS ESTUDANTIS

XII COREEQ-SP - Congresso Regional de Estudantes de Engenharia Química -SP

O Centro Acadêmico de Engenharia Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com o apoio do Departamento de Engenharia Química (DEQ-UFSCar), realizou entre os dias 16 a 22 de julho, o XII Coreeq-SP, no campus da UFSCar, em São Carlos (SP).

O XII Coreeq-SP teve o tema central “Movido à álcool - estudo sobre a indústria canavieira”. Cerca de trezentas pessoas, entre estudantes, professores e profissionais, estiveram presentes opinando, discutindo e participando dos 11 mini-cursos, mostras de iniciação científica, palestras e visitas técnicas.

Nas visitas técnicas, os estudantes conheceram uma usina de açúcar e álcool, fábricas de fibra de vidro, de materiais compostos, de termoplásticos e de tubulação.

XI COREEQ N/NE - Congresso Regional de Estudantes de Engenharia Química –N/NE

Sempre presentes e ativos nas atividades relacionadas a seu curso, os estudantes de engenharia química da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realizaram o XI Congresso Regional dos Estudantes de Engenharia Química Norte-Nordeste (Coreeq N/NE), nos dias 16 a 22 de julho de 2006, em Natal (RN).

Sediado pela UFRN, o XI Coreeq N/NE teve o intuito principal de promover a integração acadêmica, social, cultural e científica entre as várias escolas de Engenharia Química do Norte e do Nordeste do Brasil.

O congresso teve a participação de 213 congessistas e a apresentação de 11 mini-cursos. A mostra de Iniciação Científica (IC) contou com 104 resumos de projetos, dos quais 81 foram apresentados, representando o maior mostra de IC dos últimos anos.

Os estudantes conheceram o Centro de Tecnologias do Gás (CTGÁS), onde puderam aprofundar seus conhecimentos quanto à operação, aspectos de equipamentos, automação, segurança e meio ambiente.

 

ABEQ - NOVA DIRETORIA

Tomou posse no dia 1 de agosto a nova diretoria da ABEQ, eleita para o biênio 2006/2008. A eleição ocorreu, durante Assembléia Geral Extraordinária, no último dia 3 de julho na sede da associação, em São Paulo (SP).

O novo presidente da ABEQ é o engenheiro químico Marcelo Martins Seckler. Sobre sua administração, Seckler falou que o grande desafio será ampliar os serviços existentes, dar continuidade ao ENBTEQ - agora denominado TECNIQ, sua segunda edição será realizada em outubro, desta vez em parceria com a Abiquim -, e aumentar a participação das regionais da ABEQ.

Pretende também prospectar oportunidades no fortalecimento do serviço de colocação de empregos através de parceria com CRQ-IV e Sindicato dos Químicos, uma maior articulação com estudantes, através de parceria com a Federação Nacional de Estudantes de Engenharia Química (Feneeq), oferecer oportunidaes de melhoria da qualificação dos nosso engenheiros químicos pelo aumento da oferta de cursos de extensão e melhorar a comunicação na comunidade através do desenvolvimento de fórums de discussão em áreas temáticas ou setoriais.

Seckler elogiou o trabalho que a presidente Raquel de Lima Camargo Giordano e seus antecessores desenvolveram, tornando a ABEQ cada vez mais respeitada pela classe tecnológica e pela sociedade em geral.

A professora Raquel, que iniciou seu mandato em 1 de agosto de 2002, deixa a associação depois de ter empreendido importantes ações que beneficiaram a área de engenharia química brasileira. Dentre elas, a retomada da publicação regular da Revista Brasileira de Engenharia Química (REBEQ), a criação do Encontro Brasileiro sobre Tecnologia Química (ENBTEQ), o desenvolvimento do Banco de Currículos: estágio e primeiro emprego, a co-realização do XV Simpósio Nacional de Bioprocessos (Sinaferm), em 2005, a informatização do Brazilian Journal of Chemical Engineering (BJChE) e o fortalecimento de eventos já existentes como o COBEQ e o ENBEQ. “A direção de uma entidade exige cuidado constante e o que me deixa muito feliz é a certeza de que a associação continuará tendo essa atenção com a diretoria que agora assume”, diz Raquel.

À nova diretoria votos de feliz gestão.


Gestão 2006/2008

Conselho Superior
Eduardo Mach Queiroz
Gorete Ribeiro de Macedo
Fernando Baratelli Júnior
Milton Mori
Flávio Faria de Moraes
Pedro Wongtschowski
Gerson de Mello Almada
Selene M. A. G. Ulson da Souza
Gil Anderi da Silva
Sérgio Alfredo Thiesen
Marcelo Martins Seckler (membro nato)
Raquel de Lima C. Giordano (membro nato)

Diretoria
Diretor Presidente: Marcelo Martins Seckler
Diretor Vice-Presidente: Ernesto A.U. González
Diretora Vice-Presidente: Maria Cândida R. Facciotti
Diretor Vice-Presidente: Paulo Takakura
Diretor Secretário: Obdúlio Diego Juan Fanti
Diretor Tesoureiro: David Carlos Minatelli

Diretoria da Seção Regional de São Paulo
Diretor Presidente: Reinaldo Giudici
Diretor Vice-Presidente: Elias Basile Tambourgi
Diretoria da Seção Regional do Rio de Janeiro
Diretora Presidente: Suzana Borschiver
Diretor Vice-Presidente: Adailson da Silva Santos
Diretoria da Seção Regional do Rio Grande do Sul
Diretor Presidente: José Maria Pinto Ferreira
Diretor Vice-Presidente: Antônio Luiz Duarte Bragança
Diretoria da Seção Regional do Rio Grande do Norte
Diretora Presidente: Ana Lúcia de Medeiros Lula da Mata
Diretor Vice-Presidente: Everaldo Silvino dos Santos
Diretoria da Seção Regional de Pernambuco
Diretor Presidente: Maurício Alves Sobrinho
Diretor Vice-Presidente: Laísse Carvalho de A Maranhão

 

PRÊMIO BRASKEM - ABEQ

ABEQ divulga os ganhadores

Daniele Urioste (Faenquil) e José Manuel Gonzalez Tubio Perez (USP), categoria Mestrado, Márcio Bezerra Machado (Unicamp) e Ariane Leite Larentis (Coppe-UFRJ), categoria Doutorado, foram os vencedores do Prêmio Nacional de Pós-Graduação Braskem/ABEQ, com seus trabalhos de pesquisa na área de engenharia química neste ano.

Patrocinado pela Braskem pelo sexto ano seguido, o prêmio tem como objetivo apoiar o desenvolvimento da engenharia química no país, incentivando projetos acadêmicos que podem contribuir para ampliar a base tecnológica brasileira.

Neste ano, foram inscritos 50 trabalhos, sendo 32 dissertações de mestrado e 18 teses de doutorado. O primeiro colocado na categoria Mestrado recebe R$ 6.000,00 e o primeiro colocado na categoria Doutorado, R$ 7.000,00. Os outros dois projetos vencedores em mestrado e doutorado foram contemplados, respectivamente, com R$ 4.000,00 e R$ 5.000,00.

A cerimônia de premiação será realizada no próximo dia 20 de setembro, a partir da 18 h, em São Paulo (SP).

Para mais informações, entre em contato com a secretaria da ABEQ pelo telefone (11) 3107-8747, fax (11) 3104-4649, ou pelo e-mail: abeq@abeq.org.br.
Ganhadores

Mestrado
1º Lugar - (6M) "Produção de Biodiesel Por Catálise Enzimática Do Óleo de Babaçu Com Álcoois de Cadeia Curta"
Pseudônimo: Energia BR
Daniele Urioste (Faenquil)
Orientadora: Heizir Ferreira de Castro

2º Lugar - (11M) "Controle Preditivo Robusto Com Realimentação de Saída" -
Pseudônimo: Laplace
José Manuel Gonzalez Tubio Perez (USP)
Orientador: Darci Odloak

Doutorado
1º Lugar - (8D) "Modelagem Tridimensional da Dispersão de Poluentes em Rios"
Pseudônimo: Dispersão de Efluentes
Márcio Bezerra Machado (Unicamp)
Orientadores: José Roberto Nunhez e Edson Tomaz

2º Lugar - (7D) "Biorrefino de Petróleo: Biodesnitrogenação Por Microorganismo Recombinantes"
Pseudônimo: Car
Ariane Leite Larentis (Coppe-UFRJ)
Orientadores: Tito Lívio Moitinho Alves e Orlando Bonifácio Martins

 

PRÊMIO OXITENO - ABEQ

O Concurso Brasileiro de Projeto Químico - Desafio Universitário Oxiteno-ABEQ visa valorizar os trabalhos dos estudantes, premiando a elaboração das melhores e mais inovadoras estratégias e alternativas na resolução de um problema do dia-a-dia da indústria química. 

Nessa 14ª edição, o quarto ano de parceria entre a ABEQ e a Oxiteno, o concurso conta com a participação de 446 estudantes de todo o País, de 44 faculdades, totalizando 209 inscrições.

A premiação para os três melhores trabalhos será feita em dinheiro e diplomas alusivos, sendo que, se apresentado por um grupo, o respectivo prêmio será divido entre os componentes. Já as indicações para menção honrosa farão jus a diploma alusivo. O melhor trabalho recebe 5 mil reais, o segundo, 3 mil reais, e, para o terceiro lugar, 1 mil e quinhentos reais.

O recebimento ou postagem no correio dos envelopes contendo a solução do problema e a ficha de identificação dos autores encerra-se no dia 22 de setembro. Mais informações com a secretaria da ABEQ pelo telefone (11) 3107-8747, fax (11) 3104-4649, ou e-mail abeq@abeq.org.br.

CLIPPING DO SETOR

Petrobras construirá uma nova refinaria

A Petrobras iniciou estudos para construir mais uma nova refinaria - que será a maior do Brasil com capacidade para produzir 500 mil barris por dia de gasolina e diesel premium - com menos de 50 ppm de enxofre. A nova unidade terá boa parte de sua produção exportada para os mercados europeu e americano. Será a terceira refinaria programada pela estatal, que nos últimos meses confirmou outras duas, em Pernambuco e em Itaguaí, RJ. A nova unidade demandará um volume de recursos próximo de US$ 5 bilhões.

A refinaria insere-se no plano da empresa de processar 90% do óleo nacional em 2001. O Plano de Negócios da empresa levou considera não só uma taxa de crescimento anual do consumo de 3,1%, como também uma estimativa de crescimento de 4% ao ano do Produto Interno Bruto (PIB). A tendência, segundo Costa, é que o cenário mundial permaneça marcado por demanda aquecida e preços em alta. (Gazeta Mercantil)

 Lucro da Syngenta sobe 5% com redução de custos

A Syngenta AG, maior fabricante mundial de defensivos agrícolas, disse que os lucros do primeiro semestre subiram após a empresa ter reduzido os gastos por meio da desativação de fábricas. O lucro líquido teve alta de 5,4%, para US$ 961 milhões.

A Syngenta tem reduzido os custos para ampliar seus lucros, num momento em que as vendas de defensivos agrícolas se desaceleram nos principais mercados, entre eles, a América Latina. A empresa fechou fábricas nos Estados Unidos e na Índia e contabilizou reduções de custos decorrentes da melhoria da eficiência alcançada por unidades de produção instaladas na Suíça e nos Estados Unidos.

A Syngenta é uma  empresa formadema 2000 a partir da fusão das divisões de defensivos agrícolas do laboratório suíço Novartis AG e da britânica AstraZeneca Plc. (Gazeta Mercantil)

Reciclagem

A Plastivida, do setor de plásticos, e a ONG Reciclázaro fecharam parceria para elevar de 60 t para 100 t o volume mensal recolhido no bairro da Lapa, São Paulo (SP). A porcentagem de plásticos recolhidos pela ONG passará de 18% para 35%. (Folha de S. Paulo)

MEC reclassifica os cursos tecnológicos

O MEC conseguiu reduzir a 8 áreas profissionais e 96 denominações os 3,5 mil cursos tecnológicos de nível superior existentes no País. Até o início deste ano existiam 1200 denominações.

O atual catálogo concentra as áreas de formação tecnológicas em Agropecuária e Recursos Pesqueiros, Comércio e Gestão, Artes, Comunicação e Design, Construção Civil, Geomática e Transportes, Lazer e Desenvolvimento Social, Turismo e Hospitalidade, Indústria, Química e Mineração, Informática e Telecomunicação, Meio Ambiente e Tecnologia da Saúde.

A concentração é o primeiro passo para o MEC conseguir incluir os cursos tecnológicos no Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes) e colocar os alunos no Exame Nacional do Desempenho do Aluno (Enade), o sucessor do Provão.

Como os cursos tecnológicos não tinham áreas, ficava impossível encaixá-los nas avaliações. "Facilitamos o trabalho da Secretaria de Ensino Tecnológico e a avaliação, que deve ser feita com todos os cursos superiores", disse o ministro da Educação, Fernando Haddad.

A área de cursos tecnológicos é uma das que mais crescem no País. Em 1998, eram 258 cursos. Em 2004 já chegavam a 1.804. O número de matrículas subiu 170% no período. Passou de 56.822 em 1998 para 153.307 em 2004 (3,7% das matrículas de nível superior no país).

Apesar de ter crescido a oferta de cursos e o número de matrículas, a demanda não foi a que as instituições esperavam. Em 1998, 79% das vagas nesses cursos estavam preenchidas. Em 2004, caiu para apenas 47%.

O ministro da Educação atribui parte dessa dificuldade à falta de avaliação e de conhecimento sobre a qualidade desses cursos. (O Estado de SP)

Enfrentamento ambiental

Em conferência realizada em São Paulo, Mario Molina, vencedor do Nobel de Química, apresenta a receita para que as populações das grandes metrópoles do mundo possam respirar ar mais limpo. Ele conhece bem o que significa poluição atmosférica urbana. Não apenas por ter ganho o Prêmio Nobel de Química em 1995, por pesquisas com a camada de ozônio, mas também por ter nascido e crescido na Cidade do México, uma das mais poluídas do mundo ao lado de São Paulo.

Aos 63 anos, o engenheiro químico dedicou toda a sua vida profissional a esse tema. “Para tentar melhorar o ar das grandes cidades temos que levar em consideração quatro pontos importantes”, disse à Agência Fapesp. Segundo Molina, são pontos relacionados com as fontes móveis de emissão de contaminantes atmosféricos: automóveis de passeio, motos, caminhões e ônibus.

Uma das primeiras ações que devem ser estimuladas, segundo o pesquisador, é a renovação da frota veicular. Um automóvel com mais de dez anos é em média 70 vezes mais poluente do que um zero-quilômetro. “Além disso, por causa do impacto da frota veicular, é preciso que as normas que regulam as emissões sejam cada vez mais restritivas”, afirmou Molina.

Outra forte necessidade, segundo ele, é a produção de combustíveis menos sujos. Tanto no México como em São Paulo, a gasolina queimada pelos motores, por exemplo, ainda contém enxofre. O tipo de diesel utilizado também é altamente poluente.

A quarta estratégia é igualmente importante. “Um bom planejamento do transporte público é a maneira mais adequada de retirar os veículos das ruas”, disse Molina. Com relações bem conhecidas entre poluição do ar e agravamento na saúde da população, Molina contou que o ar contaminado das grandes cidades pode ter um impacto muito grande no aumento daquantidade dos gases que fazem aumentar o efeito estufa.

“É isso que estamos estudando no momento no Projeto Milagro [Megacity Initiative: Local and Global Research Observations]: a relação entre o local e o global. Mas é claro que as condições do planeta estão sendo alteradas, sejam climáticas, químicas ou hidrológicas. A Terra, sem dúvida, está cada vez mais frágil”, disse.
(Agência Fapesp)

Contra a crise, universidades particulares vão ao mercado financeiro

 A crise no ensino superior brasileiro privado fez com que universidades começassem a buscar recursos no mercado financeiro. Numa operação inédita no setor da educação, elas têm emitido debêntures, ou seja, colocado papéis da instituição à venda.

O dinheiro, usado para sanar dívidas e fazer investimentos, tem de ser devolvido depois de um período determinado. Os juros, no entanto, são mais baixos que os bancários. Para educadores, essa é uma forma de profissionalizar a gestão e impedir o fechamento de universidades.

A operação mais recente é a da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), que acabou de receber a autorização para a emissão de R$ 40 milhões em debêntures. A instituição tem hoje 11 mil alunos e uma unidade no Tatuapé. "Os alunos só ganham. Melhora a qualidade de ensino e as mensalidades não aumentam", diz o diretor-administrativo da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Luís Carlos Urbano.

A instituição foi a primeira no País a emitir debêntures em 2004 por causa de uma dívida de R$ 56 milhões. Com a operação, a Ulbra - que tem 90 mil alunos e é uma das maiores do Brasil - conseguiu 85% dos R$ 205 milhões lançados no mercado.

O dinheiro foi usado também para a construção de um hospital universitário e de um prédio para o curso de Odontologia. "Saímos do juro caro e conseguimos investir", diz Urbano, referindo-se ao que é cobrado pelos bancos. Segundo Urbano, o investimento foi feito por 25 empresas, entre elas, fundos de pensões e o Banco do Brasil.

Mesmo com a crise atual, o especialista em educação superior da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Abílio Baeta Neves acredita que as universidades ainda são consideradas bons investimentos e por isso a emissão de debêntures está funcionando bem.

"Cerca de 70% do ensino superior é privado, as pessoas acreditam que terão boa margem de lucro ao investir", diz.

Mais vagas e menos alunos no ensino superior

O ensino superior privado brasileiro cresceu muito no fim dos anos 90 e no início do 2000, com a mudança na concessão de autorizações para abertura de universidades e cursos.

Das 764 instituições privadas que existiam em 1998, o último censo do Ministério da Educação (MEC) mostrou 1.789 em 2004. O ritmo de crescimento tem diminuído nos últimos anos, quando se começou a constatar a saturação do mercado e falta de alunos.

Atualmente, as instituições privadas oferecem mais de 2 milhões de vagas em vestibulares. Mas só ingressam pouco mais de 1 milhão de novos estudantes. O ensino superior brasileiro - público e privado - tem hoje um total de 4 milhões de alunos.

Segundo o MEC, não há impedimento na legislação brasileira à emissão de debêntures. A reforma universitária, no entanto, impede a abertura total do capital a instituições estrangeiras. A exigência é de que pelo menos 70% do capital votante das mantenedoras pertença a brasileiros.

Debêntures são papéis bastante utilizados pelas empresas brasileiras para captar recursos. A Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima) prevê que o valor total das emissões de debêntures deve superar R$ 35 bilhões neste ano. (O Estado de SP)

CURSOS

Mestrados Profissionais

A concepção do Mestrado Profissional proposta pelo IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, visa habilitar o participante a encontrar soluções inovadoras para problemas práticos industriais. A formação do aluno é alcançada através de disciplinas e de pesquisa tecnológica que podem envolver, além de instrumental teórico e apoio laboratorial, o desenvolvimento de protótipos e produtos, bem como a melhoria de processos industriais. "Mestrado Profissional" é uma modalidade de curso stricto sensu que confere grau e prerrogativas idênticos aos do mestrado acadêmico, inclusive para o exercício da docência, e tem validade nacional. Inscrições estão abertas até o dia 10 de novembro de 2006 nos seguintes programas:

  • Processos Industriais
  • Tecnologia Ambiental

Informações adicionais no site http://www.ensino.ipt.br ou pelo e-mail cenatec@ipt.br ou ainda pelos telefones (11) 3767-4226 ou 3767-4673. Sócios da ABEQ têm direito a 10% de desconto no curso de Processos Industriais.

Tecnologia da Cristalização

O curso “Tecnologia da Cristalização”, voltado para os profissionais que atuam na indústria, visa a melhoria do desempenho de processo e o controle da qualidade de produtos particulados produzidos por cristalização e precipitação a partir de soluções. O curso, que inclui aulas teóricas e de laboratório experimental, será realizado nos dias 22, 23 e 24 de novembro de 2006, das 9 h às 17 h, no IPT em São Paulo.

Informações adicionais no site http://www.ensino.ipt.br ou pelo e-mail cenatec@ipt.br ou ainda pelos telefones (11) 3767-4226 ou 3767-4673.  Sócios da ABEQ têm direito a 10% de desconto.

Engenharia Química - Fabricação de Celulose e Papel

A Faculdade de Telêmaco Borba (Fateb), realiza em Telêmaco Borba (PR) o curso "Engenharia de Processos de Fabricação de Celulose e Papel". O curso, que dá 10% de desconto aos associados da ABEQ, visa proporcionar uma visão sistêmica do processo de fabricação de embalagem que tem origem na floresta, disponibilizar conhecimento técnico-científico e qualificar mão-de-obra de forma a contribuir para o aumento da competividade da indústria nacional de papel e celulose.

O público-alvo do curso, que tem duração de 11 meses, são os profissionais graduados do setor industrial de celulose e papel. As aulas serão às sexta-feiras, das 19 h às 23 h, e aos sábados, das 8 h às 17 h.

Informações: Fateb - Tel.: (42) 3272-9555 / (42) 9972-2371,
www.fatebtb.com.br E-mail: osvaldovieira@fatebtb.com.br

Tratamento de águas residuárias em indústrias de galvanoplastia

O objetivo desse curso é mostrar as tecnologias aplicáveis na descontaminação das águas geradas no processo produtivo, as técnicas de processos, equipamentos e unidades de tratamento, desde a geração dos efluentes até o lançamento no corpo receptor e reuso parcial das águas tratadas e metais dissolvidos.

Dirigido aos Profissionais de nível médio e superior, com noções básicas de química e alguma experiência em tratamento de efluentes e superfícies, o curso será realizado de 18 a 20 de setembro de 2006, das 8 às 17 h, na sede da Cetesb, avenida Prof. Frederico Hermann Jr., 345 - Alto de Pinheiros, São Paulo (SP). As inscrições encerram-se no próximo dia 31 de agosto.

Informações: Cetesb - Tel.:   (11) 3030-6629 e 3030-6633 - Fax: (11) 3030-6651
E-mail: cursos@cetesbnet.sp.gov.br

Curso de Especialização em Gestão da Inovação Tecnológica da Unicamp

O Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) da Unicamp oferecerá o Curso de Especialização em Gestão Estratégica da Inovação Tecnológica, coordenado pelo Prof. Ruy Quadros, em São Paulo. A nova turma terá aulas nas dependências da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

O programa estrutura-se sobre o modelo integrado de gestão da inovação tecnológica, que envolve as áreas de pesquisa e desenvolvimento, marketing, manufatura, logística, recursos humanos, finanças e novos negócios.

O programa conta com um corpo docente de 40 profissionais, envolvendo professores do DPCT e de outras instituições de ensino como a FGV/SP, Poli/USP, UFRJ, Mackenzie; além de profissionais de empresas que mostram a implementação de ferramentas e práticas bem sucedidas em gestão da inovação tecnológica.

Conheça mais sobre o curso agendando sua participação na palestra do coordenador do curso Prof.  Ruy Quadros em 4 de setembro.

Para informações e inscrições, consulte www.extecamp.unicamp.br/gestaodainovacao ou ligue para  (11) 9995-5033. Associados ABEQ tem direito a um desconto de 5% (informar no campo "Fonte da Informação" do formulário de inscrição: ASSOCIADO ABEQ).

 

Boletim Informativo Nº 158 Agosto/2006 Publicação da Associação Brasileira de Engenharia Química - ABEQ

Marcelo Martins Seckler
Editor
Ademilson Cadari
Jornalista - Mtb 41.344

SECRETARIA EXECUTIVA ABEQ
Associação Brasileira de Engenharia Química
Tel: (11) 3107-8747 – Telefax: (11) 3104-4649
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Responsáveis:
Marcelo Martins Seckler
Diretor Presidente da ABEQ
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Secretária Executiva da ABEQ

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